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Moçambique

Faltam médicos e centros de saúde na província moçambicana do Niassa

Na província do Niassa, no norte de Moçambique, os habitantes das zonas rurais chegam a percorrer 15 quilómetros para terem uma consulta médica. As autoridades estão a formar agentes de saúde para colmatar a situação.

"É difícil chegar ao hospital, estamos muito distantes", conta um habitante de Musawisi, na província do Niassa.

"Quem vive em Calapa, Milepa e outras localidades tem dificuldades - a distância é longa e os meios de transportes são escassos. Às vezes, grávidas morrem pelo caminho porque não conseguem chegar a tempo ao hospital para receber a assistência devida."

As autoridades provinciais admitem o problema. Muitas pessoas, sobretudo residentes nas zonas rurais dos distritos de Mecula, Nipepe e Mavago, têm de andar cerca de quinze quilómetros para serem atendidas por um médico.

Ein Mädchen und ein Junge in einer Straße in Sanga

Um trecho da estrada em Sanga, província do Niassa

Formação de agentes de saúde

Para colmatar a situação, as autoridades estão a apostar na formação de agentes polivalentes elementares de saúde - indivíduos provenientes das próprias comunidades, formados em matérias básicas de saúde para colaborar com os profissionais do setor.

O objetivo é aproximar os serviços básicos às comunidades, explica José Manuel, diretor provincial de Saúde no Niassa.

"A distância que a população do Niassa percorre é o dobro da distância preconizada a nível mundial. Tendo em conta as dificuldades financeiras que o país enfrenta para implantar estas unidades sanitárias, uma das estratégias do Governo foi revitalizar os cuidados primários de saúde."

Cheia-Cheia Gesundheitszentrum

Centro de Saúde Cheia-Cheia, no Niassa

Emiliana Muatenlero, administradora do distrito de Mecula, que assistiu recentemente à graduação de vinte agentes naquele distrito, afirma que o acesso das comunidades que vivem em locais longínquos aos serviços básicos de saúde "está para breve".

"Vamos promover a saúde comunitária através de um trabalho de higiene individual e coletiva, prestação de primeiros socorros, reconhecimento de sintomas e doenças comuns e providenciar a transferência dos doentes graves para as unidades sanitárias mais próximas", destacou a administradora.

Juntar-se à causa para salvar vidas

António João, agente polivalente de saúde, diz que a tarefa não é fácil, mas vale a pena juntar-se à causa para salvar vidas e sensibilizar as comunidades no combate às doenças endémicas.

"Iremos para o terreno lutar contra a malária, as diarreias e as infeções respiratórias agudas", afirma. "Comprometemo-nos a promover a saúde e a prevenir doenças em conjunto com os líderes comunitários."

Ouvir o áudio 02:48

Faltam médicos e centros de saúde na província moçambicana do Niassa

Neste momento, o setor da saúde no Niassa conta com cerca de 345 agentes polivalentes, espalhados por todos os distritos da província.

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