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Moçambique

Falta de higiene leva ao encerramento de restaurantes em Maputo

Gatos, mau cheiro e águas negras. Foram problemas detetados pela Inspeção Nacional das Atividades Económicas em vistorias a estabelecimentos de restauração. Dois dos restaurantes mais míticos de Maputo fecharam portas.

Em menos de um mês a Inspeção Nacional das Atividades Económicas (INAE) mandou encerrar dois míticos restaurantes da capital moçambicana. As autoridades detetaram, nas cozinhas e lavabos, águas negras, mau cheiro, presença de gatos, infiltrações de água, vestiários dos trabalhadores desorganizados, entre outras infrações.

Restaurantes míticos visados

Mosambik - Restaurant Continental (Romeu da Silva)

Restaurante Continental encerrou no mês passado

No mês passado, o histórico restaurante Continental, na baixa de Maputo, tinha já encerrado. "A primeira coisa que detetámos ao chegarmos na cozinha foi um cheiro horrível”, justificava na altura a inspetora-geral da INAE, Rita Freitas.

Esta semana, foi a vez do mítico restaurante Cristal, localizado na zona nobre da capital. Os problemas registados repetem-se.

"A cozinha suja e a sujidade não é da confeção dos alimentos, porque é normal a cozinha, na hora do almoço, não estar tão limpa. Não é este o aspeto que verificámos. São aspetos antigos.”

No restaurante Cristal, as autoridades encontraram igualmente animais de estimação na cozinha. "É crítico termos gatos no interior de uma cozinha porque são os pêlos e a própria urina do gato. Tudo isso é anti-higiénico”, nota Rita Freitas, defendendo que é preciso "uma limpeza geral”.

"Sujidade do trabalho"

O proprietário do restaurante Cristal ficou desapontando com a atitude da INAE. Segundo Carlos Alberto o local está limpo.

Ouvir o áudio 02:20

Falta de higiene leva ao encerramento de restaurantes em Maputo

"Penso que estamos na altura de chegarmos a um consenso e resolvermos as coisas e não simplesmente chegar e fechar. Porque se encontrassem baratas nos pratos, ou outra coisa qualquer, aí muito bem. Mas não foi o caso”, justifica.

Para o proprietário do estabelecimento a sujidade verificada faz parte do trabalho diário: "há coisas que são inevitáveis em casos como estes. Não há muita sujidade. Há a sujidade do trabalho”.

Carlos Alberto argumenta que "a casa a noite é toda limpinha para quem vem de manhã e, sobretudo, à noite”.

Os restaurantes que não observam as regras elementares de higiene estão sujeitos a multas, calculadas com base no tipo de infração detetada.

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