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Angola

Falta de apoio a orfanato em Luanda ameaça futuro de 100 crianças

O Centro de Acolhimento Arnaldo Jassen, cuja missão é acolher meninos de rua, pode encerrar as portas a qualquer momento. A informação foi adiantada pela diretora-adjunta do centro, Regina Lulus.

O Centro de Acolhimento de Crianças Arnaldo Jassen foi criado em 1993 com o objetivo de retirar das ruas de Luanda (e de outras zonas do país) as crianças vítimas da guerra. O também conhecido como centro do Padre Horácio acolhe crianças com idades compreendidas entre os 7 e os 19 anos. De acordo com a diretora-adjunta, Regina Lulus, o orfanato enfrenta várias dificuldades, como a falta de financiamento para pagar as despesas relacionadas com o abastecimento da água potável, alimentação, e outras necessidades básicas.

“Se ninguém nos ajudar, estamos mesmo em risco. Dentro de pouco tempo o centro vai mesmo fechar, porque sem dinheiro não podemos continuar. Não temos apoio do Governo, todos os salários dos trabalhadores vêm de apoios externos", explica.

Kinderaufnahmezentrum Arnaldo Jassen in Luanda Angola

Regina Lulus, directora-adjunta do centro Arnaldo Jassen

Desde a sua fundação e até ao ano 2009, o centro Arnaldo Jassen teve o apoio da empresa multinacional BP, que opera no sector petrolífero. Segundo a irmã Regina Lulus, atualmente o centro sobrevive com o dinheiro deixado pela empresa, que não é suficiente. A falta de apoios por parte do Governo angolano é um assunto que inquieta a responsável.

Apelo urgente às autoridades e população

“Nós não queremos fechar o centro. Olhamos para estas crianças e jovens e pensamos 'como vamos fechar?'. Por isso, estamos mesmo a lutar, a pedir ajuda às pessoas, empresas e Governo. O centro já está na história, mas se ninguém nos ajudar não temos outra solução", reitera a directora-adjunta.

Ouvir o áudio 03:20

Falta de apoio a orfanato em Luanda ameaça futuro de 100 crianças

Os jovens e crianças abrigados no Padre Horácio beneficiam de formação académica, artes e ofícios, como os cursos profissionais básicos nas áreas de estufagem, marcenaria, informática e artes plásticas, para que, quando chegarem a idade adulta, possam ser reintegrados na família e na sociedade.

Domingos e João, de 17 e 14 anos, ambos com historias semelhantes, estão no centro há mais de 5 anos e pedem às autoridades do país que ajudem as crianças e os jovens do lar. “Aqui temos muitas dificuldades. Precisamos de água, de mais apoios, mais professores e também materiais escolares. Pedimos que olhem para nós, os meninos”, apelam.

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