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Moçambique

Explosão de camião-cisterna no distrito de Moatize faz dezenas de mortos

Pelo menos, 44 pessoas morreram e mais de 120 ficaram feridas, algumas delas com queimaduras graves, numa explosão de um camião-cisterna na província moçambicana de Tete. As autoridades investigam as causas do incidente.

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Vítimas da explosão chegam ao Hospital Provincial de Tete

Pelo menos, 44 mortos e mais de 120 feridos é o balanço provisório de uma explosão de um camião-cisterna, que teve um acidente na quarta-feira (16.11.), na localidade de Caphirizadje, no distrito de Moatize, província de Tete. A Rádio Moçambique fala, entretanto, em 73 vítimas mortais.

O Banco de Socorros do Hospital Provincial de Tete está a receber os feridos mais graves, muitos deles com queimaduras. Até agora, há registo de 45 feridos em estado grave, incluindo 15 crianças.

"Há duas senhoras grávidas, com queimaduras de terceiro grau. Isto preocupa-nos bastante", lamentou José Mendonça, porta-voz do Governo provincial de Tete. 

Numa conferência de imprensa, na noite de quinta-feira, Mendonça referiu que os números das vítimas ainda podem aumentar. "Estamos atentos a toda a informação necessária. A comunidade toda está em alerta. Teremos informações que poderão advir de vários locais", disse.

Causas por esclarecer

As causas da explosão permanecem incertas, e há versões contraditórias sobre o que poderá ter acontecido.

No local, avança-se que problemas no camião-cisterna ou um curto-circuito poderão ter estado na origem do incidente. Alguns residentes afirmam, no entanto, que a explosão ocorreu depois de muitas pessoas acorrerem ao local na tentativa de roubar combustível. Um agente da polícia que se encontrava de guarda ao veículo teria, então, disparado tiros para as dispersar.

Já Japhy Saimone, um dos primeiros feridos a chegar ao hospital de Tete com queimaduras em quase todo o corpo, tem outra versão: "O carro de tanque caiu ontem [quarta-feira]. Vieram polícias que estavam a tirar o combustível para vender às pessoas da vila de Moatize. Nós estávamos a assistir. Não sei o que aconteceu. Eles dispararam e depois começou a haver fogo", testemunhou o jovem.

Ouvir o áudio 03:10

Reportagem de Amós Zacarias, em Tete

Questionado sobre as declarações das testemunhas, o porta-voz do Governo provincial de Tete afirmou que "as informações ainda são escassas" e que as autoridades estao a investigar o caso: "Também há indícios de que pode ter havido um fenómeno que pode ocorrer dentro do tanque, em que o escape de ar pode causar também uma combustão. Portanto, não temos ainda ideias claras da fonte primária do incêndio. Naturalmente, a perícia que está a ser realizada irá até [sexta-feira] trazer-nos estes dados", garante Mendonça.

Técnicos de saúde mobilizados

Vários especialistas de saúde foram mobilizados para o Hospital Provincial de Tete e para o hospital rural de Moatize.

"Os colegas das ONG e das clínicas privadas estão aqui a apoiar-nos. Apoiaram-nos com a sua presença física e com materiais", disse à DW África Verónica de Deus, diretora do Hospital provincial de Tete. "Estamos a receber as vítimas, as mais graves estão a vir para cá. Aquelas que podem ser resolvidas em Moatize estão sendo atendidas lá".

O governador de Tete, Paulo Auade, visitou na quinta-feira à noite os doentes em tratamento no hospital de Tete. Depois da visita, Auade garantiu apoio às famílias cujos membros pereceram na explosão.

O Governo moçambicano já criou uma equipa de trabalho, que a partir desta sexta-feira, vai trabalhar em Tete, para se inteirar do incidente. 

A equipa é chefiada pela ministra da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashulua, e integra o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, o vice-ministro da Saúde, Mouzinho Saíde, e o diretor do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, Osvaldo Machatine.

(Notícia atualizada às 08:54 de 18.11.2016)
 

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