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Internacional

Exército congolês diz ter morto 72 rebeldes ugandeses da ADF

Após ataque contra base da MONUSCO na RDC, na passada quinta-feira (07.12), Exército do país divulgou ter matado 72 rebeldes ugandeses da ADF. Líderes africanos querem que grupo seja classificado como terrorista.

Kongo, Soldaten der FARDC (AFP/Getty Images/A. Wandimoyi)

Soldados do exército congolês

O recente ataque à missão da ONU, na noite de quinta para sexta-feira, na província de Kivu, foi atribuído aos rebeldes ugandeses, embora ainda não tenha sido reivindicado.

A Frente Democrática Aliada (ADF, da sigla em inglês) é um grupo rebelde dominado por muçulmanos ugandeses de linha dura e opõe-se ao Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, há 31 anos no poder.

Esta operação do Exército congolês e o golpe contra a Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) – que causou a morte a 15 capacetes azuis e cerca de cinquenta feridos - aconteceram na região do Kivu, no leste do país.

O ataque contra a MONUSCO, o mais grave contra uma missão de paz da ONU na história recente, também causou vítimas nas fileiras das Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC).

No entanto, embora a ONU tenha confirmado cinco soldados congoleses mortos, as FARDC apenas identificaram um morto.

"A nossas tropas mataram 72 membros da ADF [sigla em inglês para Frente Democrática Aliada], depois de perdermos um comandante", declarou no sábado o general Jean Richard Kassonga, porta-voz da FARDC, à agência noticiosa EFE.

Symbolbild Opfer der ADF (Getty Images/AFP/K. Mailro)

Sepultamento de vítimas de ataqueatribuído à ADF na província de Kivu Norte, em abril de 2015

Rebeldes ou terroristas?

Os líderes de três nações africanas pediram à comunidade internacional que classifique como terrorista o grupo rebelde congolês responsável pelo ataque contra a MONUSCO.

Os Presidentes da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, de Angola, João Lourenço, e do Congo-Brazzaville, Denis Sassou-Nguesso, querem que a comunidade internacional responda aos ataques atribuídos ao grupo rebelde das Forças Democráticas Aliadas como ataques terroristas.

Os chefes de Estado emitiram uma declaração no sábado (09.12), a partir da cúpula dos líderes da região central dos Grandes Lagos, realizada na cidade de Brazzaville durante o fim de semana.

Os três Presidentes também querem que o Exército de Resistência do Senhor, grupo rebelde liderado por Joseph Kony, seja classificado como terrorista. Ambos os grupos operam entre as fronteiras do Uganda, República Democrática do Congo e outros estados vizinhos da África Oriental.

Demokratische republik Kongo UN Friedensmission Monusco (picture-alliance/dpa/M. Kappeler)

Sede da MONUSCO em Kinshasa

Capacetes azuis eram tanzanianos

A maioria dos capacetes azuis mortos no ataque contra a MONUSCO eram cidadãos da Tanzânia. O embaixador do país no Congo e representantes da ONU chegaram à cidade de Beni, no domingo, para avaliar a situação.

Os corpos dos 15 soldados tanzanianos serão repatriados nos próximos dias, informou o Exército da Tanzânia, também no domingo.

Os soldados eram todos membros das Forças de Defesa do Povo da Tanzânia que participavam da MONUSCO.

O tenente-general James Mwakibolwa, vice-chefe do Exército da Tanzânia, disse que os soldados foram mortos após 13 horas de confrontos com combatentes das Forças Democráticas Aliadas que atacaram suas posições.

Kongo Flüchtlinge in Munigi (Getty Images/AFP/P. Moore)

Deslocados congoleses

Histórico dos conflitos na região

A região Nordeste da RDC é cenário de um longo conflito alimentado por dezenas de grupos rebeldes, com vários massacres, apesar da presença do Exército congolês e das forças da MONUSCO.

Outro ataque, registado em setembro último, também alegadamente cometido pela ADF, provocou a morte de três capacetes azuis.

Calcula-se que cerca de 5.500 pessoas deixam as suas casas, diariamente, na RDC, devido a confrontos que assolam a região de Kivu, mas também outras como Kasai e Tanganyika.

Mais de 500 civis foram mortos em Kivu entre junho e novembro deste ano, além de mais mil sequestros, segundo a organização não governamental norte-americana Human Rights Watch (HRW).

No total, em 2017, mais de 1,7 milhões de pessoas fugiram das suas casas na RDC - mais do que na Síria, no Iémen e no Iraque - de acordo com o Conselho Norueguês dos Refugiados.

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