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Internacional

EUA encerram operações contra o Exército de Resistência do Senhor

Segundo o comando militar dos Estados Unidos, o LRA foi reduzido a "irrelevância" depois de anos de operações militares conjuntas. No entanto, Joseph Kony, líder da milícia, ainda está foragido.

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Capitão das forças especiais do exército dos EUA, Thomas Waldhauser, na República Centro-Africana, com as tropas locais e os soldados do Uganda (2012)

As operações militares dos Estados Unidos contra o Exército de Resistência do Senhor (LRA, sigla em inglês) na África Central estão "chegando ao fim", mesmo que o líder da milícia, Joseph Kony, ainda esteja foragido. O anúncio foi feito por um importante general americano.

"Esta operação, apesar de não ter conseguido chegar ao próprio Kony, tirou esse grupo do campo de batalha," disse o general Thomas Waldhauser, chefe do Comando Africano dos militares dos EUA, esta sexta-feira (24.03).

O LRA matou mais de 100 mil pessoas e sequestrou 60 mil crianças numa rebelião que durou três décadas, abrangendo o norte do Uganda, Sudão do Sul, República Centro-Africana e República Democrática do Congo.

A milícia é acusada de múltiplos abusos de direitos humanos, incluindo mutilação, estupro, rapto de crianças e uso de crianças-soldados.

Uganda LRA Opfer

O LRA é conhecido por mutilar brutalmente os civis

Waldhauser disse que "várias centenas, talvez milhares" de soldados de Kony foram mortos em operações militares conjuntas dos EUA com exércitos regionais. "Nos últimos anos, eles realmente foram reduzidos a irrelevância", disse o comandante, acrescentando que o grupo tinha cerca de 100 combatentes remanescentes.

Reivindicando ser um profeta com poderes espirituais, Kony é procurado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra. Ele foi o tema de uma campanha de vídeo viral em 2012 que foi visto por mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo.

Dominic Ongwen, ex-soldado-criança transformado em general do LRA, é julgado atualmente em Haia após ser capturado pelas forças dos EUA em 2015.

Em 2010, os EUA desdobraram cerca de 100 forças especiais para trabalhar com exércitos regionais para derrotar o LRA e tentar capturar Kony. De acordo com o Centro Nacional de Antiterrorismo dos EUA, acredita-se que Kony esteja com má saúde e há rumores de que tenha diabetes ou SIDA.

Waldhauser disse que os Estados Unidos continuariam a trabalhar com os países da região contra o ressurgimento do LRA.

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