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Moçambique

Estabelecimentos comerciais na mira das autoridades moçambicanas

Só este ano já foram encerrados mais de 200 estabelecimentos por falta de higiene e outras condições impróprias para o funcionamento. Entre as empresas encerradas está uma estatal.

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Entre os estabelecimentos encerrados estão restaurantes e hotéis (Foto de arquivo)

A Inspeção Nacional das Atividades Económicas (INAE) de Moçambique encerrou 217 estabelecimentos por graves "problemas de higiene e limpeza" desde o início do ano, disse este sábado (16.09) a inspetora-geral, Rita Freitas. A maioria atuava nos ramos de hotelaria, restauração e comércio.

"Foram encerrados porque apresentavam condições inaceitáveis" e perigosas "para a saúde pública", precisou Rita Freitas, em conferência de imprensa, em Chimoio, província de Manica, centro de Moçambique, onde uma missão da instituição esta a realizar trabalhos inspetivos. Desde janeiro já foram visitados 13.589 estabelecimentos em todo o país.

O mais recente encerramento, disse, ocorreu em Chimoio: um matadouro estatal estava a funcionar sem ligação à rede de esgotos e deixava o sangue e resíduos dos animais mortos "escorrerem para a via pública".

"Foi chocante" referiu Rita Freitas, acrescentando que os animais eram abatidos no chão e com recursos a facas, sujeitando-os a muito sofrimento até à morte.  A inspetora-geral do INAE recomendou a construção de um novo matadouro caso o Estado queira continuar a explorar o sector.

Impróprios para o consumo

A responsável disse ainda que durante o trabalho da missão em Manica, de 12 a 15 de setembro, foram inspecionados 29 estabelecimentos, tendo sido ordenada a incineração de vários produtos sem condições de consumo, em hotéis, restaurantes e até em supermercados.

Ainda de acordo com a inspetora-geral, em vários hotéis eram servidas refeições congeladas, guardadas em sacos de plástico e tigelas e que muitos produtos frescos não eram separados por espécie.

Outra constatação foi a presença massiva de menores em clubes noturnos. Lamentando a situação, Rita Freitas informou ter recomendado os proprietários a respeitarem a legislação sobre as restrições a menores de 18 anos.

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