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Moçambique

Especialistas começam a fiscalizar desarmamento da RENAMO

Peritos militares devem começar esta quarta-feira a acompanhar o processo de desarmamento do braço armado da RENAMO. Partido insiste na aprovação de um “modelo de integração” dos seus homens nas forças de segurança.

Os 93 especialistas militares, 23 dos quais estrangeiros, vão começar esta quarta-feira (29.10) a trabalhar nas cinco províncias escolhidas para o acompanhamento do desarmamento, segundo anunciou José Pacheco, o chefe da delegação governamental que negociou o processo com a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO).

Nove países, entre os quais Portugal, integram a Equipa Militar de Observadores Internacionais da Cessação das Hostilidades Militares (EMOCHM) que irá fiscalizar o processo de desmilitarização do principal partido da oposição moçambicana.

Outra das tarefas dos peritos militares será a monitorização da integração dos membros da RENAMO no exército moçambicano e na polícia ou a passagem à vida civil dos que já não possuem aptidões físicas para integrar as forças da ordem.

O desarmamento faz parte do acordo que o líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, e o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, assinaram a 5 de setembro último para pôr fim a cerca de um ano e meio de confrontos entre os homens armados do partido da oposição e as Forças de Defesa e Segurança do país.

Trezentas vagas para a RENAMO

Ao abrigo do acordo de paz, o Governo moçambicano anunciou segunda-feira (27.10) que vai disponibilizar 300 vagas no exército e na polícia para os homens do braço armado da RENAMO.

José Pacheco

José Pacheco, chefe da delegação governamental no diálogo com a RENAMO

Serão abertos 200 lugares nas Forças Armadas e Defesa de Moçambique e outros 100 na polícia, explicou José Pacheco, chefe da delegação governamental no diálogo com a RENAMO, no final da 82.ª ronda de negociações iniciadas com o partido da oposição.

José Pacheco afirmou ainda que o total de vagas anunciado é mais do que suficiente para abrigar o que se convencionou chamar “força residual da RENAMO”.

RENAMO insiste em “modelo de integração”

A RENAMO ainda não enviou a lista com os nomes dos homens que pretende integrar nas forças de defesa e segurança. O partido alega que o que está em causa não é o número, mas sim o modelo da incorporação dos seus elementos.

Saimone Macuiane

Saimone Macuiane, o chefe da delegação da RENAMO nas negociações com o Governo

“É preciso que as duas delegações aprovem um modelo de enquadramento e integração”, disse recentemente em entrevista à DW África o chefe da delegação da RENAMO nas negociações com o Governo, Saimone Macuiane.

Logo que o modelo seja aprovado, “tudo vai ser feito”, assegurou ainda o responsável da RENAMO.

Saimone Macuiane explicou também que só se procederá ao desarmamento dos homens da RENAMO depois da sua integração nas forças de defesa e segurança.

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