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Internacional

Especialistas alertam para regresso de ex-combatentes islamistas africanos

Estão bem treinados para lidar com armas, escolher alvos e preparar ataques. Combatentes treinados pelo Estado Islâmico são uma séria ameaça, reconhecida por países ocidentais. Há também africanos entre os aliciados.

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Soldados do grupo terrorista Estado Islâmico na Síria

Recentemente um especialista em segurança do Gana advertiu que mais de 10 combatentes islamistas regressaram ao país. Antes de viajarem para a Síria, eram estudantes e hoje são uma ameaça, afirma Mutaru Mumuni Muqtar, diretor do Centro de África Ocidental para Combater o Extremismo, em Accra.

"Certamente que o seu regresso representa uma grande ameaça em termos de segurança assim como perigo para a sociedade, porque essas pessoas têm a tendência para radicalizar mais pessoas e envolvê-las em atos de violência," considera.

"Penso que as agências nacionais de segurança têm de adotar uma postura de alerta para minimizar efeitos em termos de mais radicalização," recomenda o especialista.

Mutaru Mumuni Muqtar alerta que mais jovens ganeses e cidadãos da África Ocidental possam ter sido atraídos pelo grupo terrorista Estado Islâmico.

Fernsehen der Zukunft - Screenshot Youtube ISIS

Grupos terroristas usam o site YouTube para se comunicar

Ação dos recrutados africanos

Pouco se sabe ainda sobre o assunto, mas amaior parte dos jovens recrutados de origem africana não vem de África: são os filhos e netos de migrantes africanos que vivem na Europa e nos Estados Unidos.

Ao contrário de muitos jovens que partem de países ocidentais para a Síria em busca de uma aventura, de um sentido para a vida ou no que os especialistas chamam de "turismo de terror", os jihadistas provenientes de África são, normalmente, bem qualificados, mas sem oportunidades de emprego e perspectivas de vida.

Assim, organizações terroristas como o Boko Haram, que pagam aos seus combatentes, acabam por se tornar aliciantes.

Quando os jovens terroristas regressam, mesmo a países em paz como o Gana, os seus financiadores esperam alguma operação em troca. Afinal, regressam com novas competências, contactos e recursos financeiros.

Propagandabild IS-Kämpfer ARCHIV

Foto de propaganda do Estado Islâmico mostra combatentes do grupo terrorista no Iraque

Treinamento via internet

Já no caso de Estados onde há muito grupos terroristas dominam partes do território, como na Somália e na Nigéria, a situação é diferente: intensificou-se a comunicação entre o grupo radical nigeriano Boko Haram e o Estado Islâmico, por exemplo, aponta o jornalista e autor Marc Engelhardt.

"A utilização de vídeos no site YouTube, por exemplo, tornou-se muito mais moderna. Esse conhecimento foi adquirido for pessoas que estiveram na Síria, Iraque e noutros campos de treino do Estado Islâmico. Esses vídeos ensinam como fazer bombas ou como lidar com determinado armamento," revela.

Por isso, os especialistas alertam para o regresso de ex-combatentes do Estado Islâmico aos países de origem. E Mutarui Mumuni Muqthar, diretor do Centro de África Ocidental para Combater o Extremismo em Accra, apela ao Governo ganês para leis mais rigorosas.

"Precisamos de envolver grupos da sociedade civil, grupos religiosos e todo o tipo de associações que possam apoiar em termos de informação. Deve haver integração da informação. As agências de informação nem sempre têm acesso a informação relevante. E muitas vezes os grupos da sociedade civil têm um acesso mais próximo que o Estado," conclui.

Ouvir o áudio 02:58

Especialistas alertam para regresso de ex-combatentes islamistas africanos

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