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Angola

Enfermeiros de clínica sub-contratada pela Sonangol estão em greve

Cerca de 500 trabalhadores da Clínica Girassol, afeta à petrolífera estatal Sonangol, em Luanda, estão em greve por causa de "injustiças salariais". A clínica, entretanto, já contratou outro pessoal para substituí-los.

Enfermeiros e pessoal administrativo das empresas Angola Offshore e Excelmed, que prestam serviços à Clinica Girassol, que pertence à petrolífera estatal angolana Sonangol, continuam parados, à espera que a entidade empregadora resolva os seus problemas.

Na base da greve, que já dura há oito dias, estão a discrepância salarial entre os funcionários da mesma categoria e a assistência médica que lhes foi retirada, como explicou o secretário do sindicato dos trabalhadores da referida clínica para a área social e segurança no trabalho Edgar Sahepo. “Paralisamos os trabalhos devido à injustiça que existe aqui dentro da instituição, portanto estamos numa empresa que tem dentro dela várias empresas a prestarem serviços", relata.

Edgar Sahepo revela que existem diferenças salariais: "Estamos a falar de tudo o que são subsídios que não temos, nós que somos da Angola Offshore e da Excelmed. E pessoas que são da Sonangol, e que fazem o mesmo trabalho que nós, e até muitas das vezes fazemos muito mais do que eles, recebem mais do que nós."

Angola Streik Krankenhaus

Entrada da Clínica Girassol em Luanda, Angola

Dívidas astronómicas

Segundo o sindicalista, a Excelmed tinha proibido os trabalhadores de recorrer a outras unidades hospitalares para obterem assistência médica, uma vez que a empresa iria garantir este direito aos funcionários e aos seus familiares.

Em novembro do ano passado, os funcionários foram surpreendidos por um comunicado do Departamento dos Recursos Humanos da Excelmed, destinado aos trabalhadores da referida empresa na Clinica Girassol.

O documento citava a existência de uma dívida referente aos serviços médicos prestados aos atuais grevistas. Uma situação que, segundo Edgar Sahepo, deixa os trabalhadores agastados. “Proibiram as pessoas de fazer as consultas noutras instituições hospitalares. Por isso, tinhamos que fazer isso aqui, nós os funcionários e também os nosso dependentes, no caso as nossas mulheres e os nossos filhos."

Entretanto, ainda segundo relato de Sahepo, surge um documento a dizer que devem pagar as consultas que foram fazendo ao longo de todos esses anos. "Temos colegas que têm dívidas de cento e tal mil dólares e o que se passa é que os próprios descontados, de forma automática, ficam sem saldo nas suas contas”, lamenta.

Angola Streik Krankenhaus

Os descontentes fixaram um panfleto em frente à clínica a informar sobre a greve

Sonangol distancia-se da Clínica Girassol

Um comunicado divulgado recentemente pela Sonangol revela que os grevistas não são funcionários da Clínica Girassol, mas sim quadros da Angola Offshore e da Excelmed, subcontratadas pela petrolífera estatal, através de um acordo celebrado com as duas empresas.

Segundo um documento de comunicação interna a que a DW África teve acesso, os trabalhadores nacionais contratados pela Clínica Girassol e os nacionais contratados pela Excelmed e pela Angola Offshore, que prestam serviços àquela unidade hospitalar, devem ter as mesmas remunerações e benefícios da Sonangol.

Dirigido a todos os funcionários da clínica, o documento, com data de junho de 2010, foi assinado pelo presidente da Comissão Executiva da referida clínica, António Pedro Filipe Junior.

Por isso, os funcionários pedem à petrolífera angolana que resolva esta situação. “Quem dá o dinheiro às empresas prestadoras de serviços, que subsequentemente pagam aos seus funcionários, é a Sonangol. Foi a Sonangol que fez os contratos com essas empresas, então, de certo modo a Sonangol tem responsabilidade nesse processo. O nosso apelo é que a Sonangol tem mesmo que se pronunciar e tem de assumir essa responsabilidade”, lembra Edgar Sahepo.

A DW África procurou, sem sucesso, obter uma reação da entidade empregadora.

Ouvir o áudio 03:40

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