Eleições na Alemanha: Merkel e CDU vencem, apesar de perdas históricas | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 24.09.2017
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Internacional

Eleições na Alemanha: Merkel e CDU vencem, apesar de perdas históricas

As projeções das eleições alemãs de 2017 dão vitória ao partido de Angela Merkel, o CDU/CSU. Atual aliança com o Partido Social Democrata (SPD) está excluída. CDU, de Merkel, já vê desafios para formar novo Governo.

Os resultados das eleições alemãs de 2017 dão vitória ao partido de Angela Merkel, a União Democrata-Cristã (CDU) / União Social-Cristã (CSU, candidata-se apenas na Baviera) com cerca de 33% de votos. Com esses resultados, a chanceler Angela Merkel ruma ao quarto mandato consecutivo. 

Por sua vez, face aos resultados que representam perdas significativas e o pior resultado em mais de seis décadas para o CDU, a chanceler federal Angela Merkel afirmou que, apesar de ter esperado melhores resultados, não se deve esquecer que o seu Governo completou um período "absolutamente desafiador", e, por isso, disse "estar feliz em ter alcançado os objetivos da campanha eleitoral". Leia também: Angela Merkel, mais uma vez

Schulz e Merkel (picture-alliance/dpa/G. Breloer)

Rumo a caminhos diferentes: Martin Schulz (à esq.) e Angela Merkel

Partido Social Democrata no segundo lugar, mas também com perdas fortes

Mais de 60 milhões de cidadãos foram convocados para votar neste domingo (24.09) e eleger o novo Parlamento, que por sua vez elegerá o novo chanceler do país. Em relação a 2013, a participação do eleitorado subiu de 73% para 75,9%.

A seguir ao CDU/CSU, vêm os social-democratas (SPD) com cerca de 21%. É o resultado mais fraco para o partido desde a fundação da República Federal da Alemanha e um desastre eleitoral para o seu líder Martin Schulz que quis destronar a chanceler Angela Merkel. 

Os até agora divulgados resultados das eleições alemãs de 2017 mudam a cara da política do país. Pela primeira vez, em décadas, sete partidos poderão estar representados no novo Parlamento em vez de cinco, tal como é hoje.  

Entre os demais partidos: o partido de extrema-direita Alternativa para Alemanha (AfD) aparece com 13% de votos em terceiro lugar; o Partido Democrático Liberal (FDP) com 10,5% no quarto. Na quinta posição: Os Verdes com cerca de 9% e o partido A Esquerda também com 9%.

Quais opções estão na mesa para formar o novo Governo?

O partido de Merkel tem pela frente um próximo desafio: escolher os partidos com os quais deverá formar a aliança de Governo para os próximos quatro anos. A grande e atual coligação entre o CDU/CSU e SPD está excluída para continuar no Governo. 

"Hoje é um dia difícil e amargo para os social-democratas alemães. Não quero fazer rodeios: erramos nosso alvo e perdemos a eleição", disse o líder do SPD, Martin Schulz, "claramente não conseguimos manter e expandir nossa base tradicional de eleitores." Ele excluiu fazer parte de um novo Governo e anunciou que pretende ser o maior partido de oposição no Bundestag, o Parlamento alemão. 

Jamaica Reichstag (picture-alliance/dpa/dpaweb)

As novas cores da próxima coligação? No edifício do "Reichstag" reune-se o Parlamento alemão, o "Bundestag"

Coligação "Jamaica"

Com isso, o partido de Merkel tem agora uma outra opção: governar com os liberais do FDP e Os Verdes, formando assim a coligação "Jamaica". O nome é uma alusão à semelhança entre as cores dos partidos (preto: CDU, amarelo: FDP e verde: Os Verdes) e a bandeira da Jamaica.

Mas a chamada aliança tricolor “Jamaica” tem pouca simpatia entre seguidores das três partes, de acordo com uma pesquisa da emissora alemã ARD. Em números, isso significa apenas 31% de apoio entre os seguidores do CDU/CSU; 42% dos seguidores FDP e 38% entre os fãs do partido ecologista Os Verdes. Considerando-se todo o eleitorado, a aliança teria apenas 23% de apoio.

Mesmo assim, Christian Lindner, o candidato do FDP, partido que tinha ficado fora depois das últimas eleições em 2013 por não ultrapassar a barreira dos cinco por cento, disse que o seu partido "está pronto para assumir responsabilidades". Acrescentou tratar-se "da estabilidade da República Federal Alemanha num momento difícil".

AfD promete "caçar o Governo"

Ao que tudo indica, o CDU terá, sim, desafios pela frente. Um deles diz respeito ao partido de extrema-direita AfD, a nova terceira força no Parlamento alemão. 

"Vamos caçar o governo. Vamos recuperar nosso país e nosso povo!", gritou Alexander Gauland, líder dos populistas de direita na Alemanha logo após as primeiras projeções. É a primeira vez que um partido de extrema-direita ocupa cadeiras no Parlamento alemão desde a II Guerra Mundial. 

Centenas de pessoas protestaram contra o partido AfD neste domingo à noite, na capital Berlim.

Assistir ao vídeo 01:00

Partido de extrema-direita entra com discurso radical no Parlamento alemão

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