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Internacional

Economia sul-africana atingida por onda de violência xenófoba

Este ano, a Feira Internacional de Turismo INDABA, em Durban, teve menos participantes do que em 2014. As autoridades sul-africanas temem as consequências da onda recente de violência xenófoba para a economia.

Este ano, a Feira Internacional de Turismo INDABA, a maior de África, teve menos participantes do que o habitual. A feira termina esta segunda-feira (11.05) na cidade sul-africana de Durban, o epicentro dos recentes ataques xenófobos. O número de visitantes baixou 10% em relação à edição do ano passado, segundo os dados oficiais avançados pelas autoridades sul-africanas.

Muitos turistas e expositores de Moçambique, do Malawi e do Zimbabué, países de origem das comunidades de imigrantes que foram alvo da onda xenófoba, não participaram na feira. Os Estados optaram apenas pelo envio dos seus ministros do Turismo ou representantes.

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Economia sul-africana atingida por onda de violência xenófoba

Para o académico e analista político de origem alemã André Thomashausen, as ausências não se devem tanto à atual situação de segurança em Durban, trata-se mais de uma questão de princípio. "Os delegados que vêm participar numa Feira Internacional aqui na África do Sul têm toda a segurança que poderiam querer ter", diz Thomashausen. O que eles pretendem, com o gesto, é "demonstrar o seu desagrado e preocupação."

Consequências para economia

O vice-ministro sul-africano do Comércio e Indústria, Mzwandile Masina, diz que o país já perdeu milhares de milhões de rands, a moeda sul-africana, devido aos ataques xenófobos. As autoridades teme que a má imagem provocada pela onda xenófoba afete os investimentos sul-africanos no continente, catalisadores do desenvolvimento no país.

"Uma quebra da boa relação entre a África do Sul e os países vizinhos vai doer à África do Sul. Não só se trata só de proteger a vida e os bens das pessoas que foram cá acolhidas, mas também se trata de interesses vitais: proteger a economia sul-africana em África", afirma Thomashausen.

Xenophobie in Südafrika

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"Isto é algo que não prestigia a África do Sul", refere, por seu lado, Calton Cadeado, académico e analista moçambicano. "Não podemos associar a redução da performance da economia sul-africana só à questão da xenofobia, mas podemos alargar as perdas da economia sul-africana para outras áreas – por exemplo, do ponto de vista político."

A África do Sul vende cerca de 20 mil milhões de euros em mercadorias a outros países africanos, negócios que criam mais de 160 mil empregos no país.

Segundo o ministro de Desenvolvimento Económico, Ebrahim Patel, devido à xenofobia, vários sul-africanos perderão os seus empregos tal como os vínculos económicos que unem a África do Sul ao resto do continente.

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