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Internacional

Dois veteranos disputam as presidenciais na Nigéria

Esta semana foram revelados os nomes dos candidatos à presidência da Nigéria, que se disputa em 2015: trata-se de Muhammudu Buhari e Goodluck Jonathan. Serão eles os candidatos dos quais o país necessita?

O Partido Popular Democrático (PDP) no Governo avançou na quarta-feira, 10 de Dezembro, com o nome do Presidente em exercício, Goodluck Jonathan. O maior partido da oposição, o Congresso de Todas as Forças Progressistas (APC) nomeou candidato á presidência o seu fundador, Muhammadu Buhari.

Goodluck Jonathan e Muhammadu Buhari já foram concorrentes nas útlimas eleições, em 2011. Na altura, Jonathan, que assumira o cargo em 2010, após a morte repentina do Presidenre Umaru Yar'adua, ganhou com grande maioria contra uma oposição profundamente dividida. Mas hoje a situação é diferente, diz Hussaini Abdu, diretor da organização de assistência humanitária Action Aid na Nigéria: "Pela primeira vez temos eleições com uma oposição muito forte. O que vai alterar a dinâmica eleitoral no país. Contamos com uma luta renhida pela presidência".

Uso indevido das instituições do Estado

Polizei in Nigeria

Os governantes instrumentaliza as instituições do Estado, inlcuindo as forças de segurança, para seus fins políticos

Não vai, porém, ser uma campanha fácil para o APC. Abdu reconhece ser muito difícil em África derrotar um Presidente em exercício. O que se prende com a facilidade que tem em usar em seu benefício as estruturas do Estado e as forças de segurança, acrescenta o analista.

Heinrich Bergstresser, ex-delegado na Nigéria da Fundação alemã Friedrich Naumann, concorda, e aponta o exemplo das eleições no estado federado de Ekiti em 2014: "Antes do escrutínio, o Governo agitou maciçamente contra aderentes do APC que chegaram a ser atacados pela polícia. Temo que a intimidação até física do adversário político venha a ser normalidade nas próximas semanas".

Receio de violência

Nigeria Protest Boko Haram Entführung 26.5.2014

A incpacidade de conter o Boko Haram tem valido muitas críticas ao Governo de Goodluck Jonathan

O analista político nigeriano Kole Shettima vai mais longe, lembrando que a constelação de candidatos à presidência idêntica não teve bom desfecho nas eleições passadas: "Em 2011 morreram 973 cidadãos na violência pós-eleitoral. Na altura os dois principais candidatos eram os mesmos de hoje. Por isso há um receio genuíno de que a história se repita".

O analista, que trabalha para a fundação norte-americana McArthur, na capital, Abuja, afirma que o ambiente nos últimos quatro anos tornou-se gradualmente mais tenso, devido à divisão étnica e religiosa deliberadamente praticada pelos políticos. E também por causa do aumento da violência no norte do país, onde o grupo terrorista Boko Haram avança sem encontrar verdadeira resistência.

O problema Boko Haram

Este vai ser um tema central das eleições. Mas o Presidente não consegue encontrar solução e o seu rival Buhari também não apresentou ainda qualquer plano, dizem os analistas. Estes duvidam que Buhari tenha melhores soluções do que Jonathan, pois o problema principal é a falta de capacidades e capacitação das forças de segurança do país.

Ouvir o áudio 02:37

Dois veteranos disputam as presidenciais na Nigéria

De resto, a maioria dos analistas não acredita que Buhari seja o candidato indicado para dar novo rumo político à nação. Na altura oficial do exército, Buhari foi Presidente de 1983 a 1985. A sua era ficou marcada por inúmeras violações dos direitos humanos.

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