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Guiné-Bissau

Divergências atrasam diálogo sobre Guiné-Bissau em Conacri

São retomadas esta quarta-feira, em Conacri, as negociações entre os dirigentes políticos para tentar resolver a crise na Guiné-Bissau. Continua a não haver entendimento quanto à nova figura que deve liderar o Governo.

Guinea 2015 Verkehr Bembéto (DW/B. Barry)

Encontro decorre em Conacri, a convite do Presidente Alpha Condé, um dos mediadores indicados pela CEDEAO

A reunião dos atores políticos guineenses com vista a formar um Governo de consenso, que decorre sob a mediação do Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, começou na terça-feira (11.10), em Conacri, depois de cinco horas de atraso.

O principal ponto de discórdia das conversações, interrompidas por volta da uma da madrugada desta quarta-feira (12.10), continua a ser a formação de um Governo inclusivo e de consenso. "A reunião demorou a iniciar-se devido a essa divergência entre as partes, que não se entendem quanto à figura de quem vai liderar o Governo e quanto à proposta de formação do novo Governo", explicou à DW África o correspondente em Bissau, Braima Darame.

O regresso ao partido dos 15 deputados expulsos do PAIGC também travou discussões acesas entre as partes."Foi um dia extremamente difícil", diz Braima Darame. "A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) apresentou uma proposta que, no fundo, foi uma proposta feita pelas Nações Unidas para que haja um entendimento, que até ao momento ainda não aconteceu".

Ouvir o áudio 03:39

​​Divergências atrasam diálogo sobre Guiné-Bissau em Conacri

Antes do encontro, realizaram-se também várias reuniões preliminares, que fracassaram. O atual Governo, que é sustentado pelo Partido da Renovação Social (PRS), a segunda força política mais votada nas últimas eleições, continua a defender que é preciso abrir esse Governo para permitir entrada de outras partes que ainda não fazem parte do elenco.

Por sua vez, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) reclama que deve ser ele a liderar o próximo Governo. E também o grupo dos 15 mantém a mesma posição de que "não faz sentido" formar um novo Governo.

A tensão entre as partes é de tal dimensão que as Nações Unidas tiveram de "alojar cada um num hotel diferente para evitar confrontações", relata o correspondente em Bissau. Fala-se num "desentendimento profundo" entre as partes.

Greve no ensino público

Enquanto os dirigentes políticos do país se encontram reunidos na capital da vizinha Guiné-Conacri, na Guiné-Bissau, o Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF) e o Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF) iniciaram terça-feira (11.10) a segunda fase de greve no ensino público, que se deverá prolongar por 14 dias.

Lehrerstreik in Guinea-Bissau (DW/Braima Darame)

Escolas voltam a paralisar

Os docentes reivindicam do Governo a aprovação do estatuto da carreira docente e o pagamento de salários em atraso, entre outras medidas.

Uma primeira fase de greve promovida pelos dois sindicatos decorreu desde 26 de setembro até à última semana, sem que tenha havido acordo com a tutela.

As paralisações estão a inviabilizar o início do ano letivo em diversos estabelecimentos de ensino público, num setor que sofre de problemas crónicos, como falta de instalações e outras necessidades básicas.

 

 

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