Discursos de paz e unidade no empossamento do Conselho de Estado | Moçambique | DW | 11.03.2016
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Moçambique

Discursos de paz e unidade no empossamento do Conselho de Estado

Em Moçambique, o Presidente conferiu posse esta sexta-feira (11.03.) aos novos membros do Conselho de Estado, um órgão de consulta do Chefe de Estado. O ato ocorre quando a tensão política no país está em ascenção.

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Afonso Dhlakama (esq.), líder da RENAMO e Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique

O Presidente Filipe Nyusi elegeu a paz, a harmonia e o desenvolvimento como o grande desafio atual dos moçambicanos. Nyusi falava durante a cerimónia de tomada de posse de 13 membros do Conselho de Estado, um órgão de consulta do Presidente da República.

De salientar que o líder da RENAMO, Afonso Dlakhama, voltou, uma vez mais, a não tomar posse, ao contrário das três figuras indicadas pelo seu partido para fazerem parte do Conselho de Estado. Dlakhama tem assento naquele órgão na qualidade do segundo candidato mais votado nas últimas eleições presidenciais, cujos resultados ele afirma terem sido fraudulentos.

Entretanto, o líder do Movimento Democrático de Moçambique (MD), a terceira força política do país, Daviz Simango, tomou posse no cargo, indicado pelo Presidente da República.

Para o Presidente Filipe Nyusi a diversidade dos membros daquele órgão demonstra a consolidação da democracia no país: “A tarefa que nos espera exigirá de todos nós uma verdadeira entrega aos interesses nacionais. Para que a nossa missão seja corretamente cumprida é imperioso que consolidemos a confiança, a colaboração e a unidade”.

Mosambik Anschlag gegen Oppositionsführer Afonso Dhlakama

Viaturas queimadas durante o ataque contra a caravana do líder da RENAMO, Afonos Dhlakama

Empossamento e aumento da tensão político-militar

A tomada de posse do novo Conselho de Estado acontece numa altura em que cresce a tensão política no país com o registo de confrontos entre as forças governamentais e homens armados da RENAMO, o maior partido da oposição, ataques a viaturas civis e a troca mútua de acusações entre o partido no poder, a FRELIMO, e o maior partido da oposição de responsabilidades pela atual onda de raptos e assassinatos de seus militantes.

Por outro lado, o Presidente Filipe Nyusi e o líder da RENAMO, Afonso Dlakhama, ainda não alcançaram um acordo que permita realizarem um encontro que ponha fim a tensão político-militar. Enquanto Nyusi quer um encontro sem pré-condições, Dhlakama exige a aceitação por parte do Governo da presença de mediadores.

O Chefe de Estado durante a cerimónia de tomada de posse afirmou o seguinte: “Não tenho a menor dúvida que com todo o seu saber, experiência e amor a pátria os senhores Conselheiros contribuirão para apoiar-me no exercício das funções de Presidente da República. Qualquer reflexão que fizermos neste órgão deve ter como pontos de referência essenciais os interesses da pátria e do povo moçambicano.”

Um dos atuais membros do Conselho de Estado é o antigo Presidente da República, Armando Guebuza: “O nosso Presidente acaba de dizer que o grande desafio, por todos nós conhecido, é a paz, a harmonia e o desenvolvimento. Por isso, nós trabalharemos exatamente para contribuir para que a paz se concretize”.

Logo após a tomada de posse, o Conselho de Estado realizou um encontro à porta fechada, mas não foram feitas declarações à imprensa.

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