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Angola

Diplomatas avaliam condições de acolhimento de refugiados congoleses

Delegação de representantes diplomáticos acreditados em Angola, visitou centros de acolhimento de refugiados da República Democrática do Congo na província da Lunda Norte.

O grupo, com representantes das embaixadas da Alemanha, dos Estados Unidos da América, Portugal, Espanha, França, Japão, Países Bálticos e União Europeia, visitou os centros de acolhimento provisório de Cacanda e Mussungue, onde se encontram instalados, provisoriamente, cerca de 31 mil refugiados.

Numa audiência com os diplomatas, o governador da província da Lunda Norte, Ernesto Muangala, apelou ao apoio desses países para a assistência dos refugiados, cujo número continua a crescer, assistindo-se à chegada diária de cerca de 300 pessoas, com o aumento do conflito étnico político nas regiões congolesa de Kasai e Kasai Central.

Ernesto Muangala, citado pela agência noticiosa angolana, Angop, informou os diplomatas de que, num encontro que teve antes com a representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) em Angola, Pierrine Aylara, ficou prevista a transferência, até agosto, dos refugiados para a localidade do Lóvua, onde está a ser erguido um novo centro.

Melhores condições de instalação e de segurança

Segundo o dirigente angolano, essa transferência visa garantir melhores condições de instalação e segurança, já até agora tem sido priorizada a assistência alimentar e de sanitária.

Em declarações à imprensa, o porta-voz da delegação e ministro conselheiro da embaixada da França em Angola, François Sow, referiu que o assunto deverá merecer atenção daqueles países, realçando o "esforço extraordinário" do Governo angolano no tratamento da situação.

Recorde-se que desde março deste ano, uma vaga de refugiados da RDCongo tem procurado o território angolano para se refugiarem de atos de violência naquele país vizinho de Angola, essencialmente a província da Lunda Norte, com a qual partilha uma fronteira terrestre comum de 770 quilómetros.

Violência na RDC força deslocamento de 1,3 milhão de pessoas

Mais de 1,3 milhão de pessoas fugiram da região congolesa de Kasai desde agosto de 2016 devido à violência, mais da metade deles crianças que em algumas ocasiões foram separadas de seus pais ou recrutadas por milícias, informou na terça-feira (20.06.) o Conselho de Refugiados Norueguês (NRC, por sua sigla em inglês).

Mais de 3,7 milhões de pessoas vivem deslocadas internamente na República Democrática do Congo, segundo dados registrados até maio, das quais 1,5 milhão se deslocaram nos últimos meses - de dezembro a maio de 2017 -, alertou a NRC num comunicado.

Além disso, 475 mil congoleses fugiram para países vizinhos, segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), sendo que milhares foram para Angola, após um aumento da violência na província de Kasai, onde a milícia Kamuina Nsapu semeou terror na população.Em maio, durante uma escalada da violência na região, 8 mil pessoas foram obrigadas a se deslocar por dia, apontou o NRC que trabalha na zona, onde presta ajuda a cerca de 630 mil deslocados.

Cerca de 338 escolas na região de Kasai Central não estão a funcionar devido ao conflito, segundo o NRC, e 639 foram destruídas segundo dados da Missão da ONU na RDC (MONUSCO).

Em localidades como Nganza, um povoado da região, as escolas estão ocupadas por grupos armados, denunciou a organização norueguesa.

O conflito explodiu em agosto de 2016 na região de Kasai quando o líder da milícia Kamuina Nsapu, que leva seu nome, foi morto pelo Exército e seus seguidores lutam contra o Governo para vingar a sua morte.

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