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Moçambique

Deputado da RENAMO morto em ofensiva do exército moçambicano

O principal partido da oposição moçambicana anunciou esta sexta-feira (25.10) a morte do seu deputado Armindo Milaco, na sequência de ferimentos que contraiu durante o recente ataque das Forças Armadas a Satunjira.

O anúncio da morte de Armindo Milaco, chefe nacional de Mobilização da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) e membro do Conselho de Administração do Parlamento moçambicano, foi feito pelo porta-voz da bancada parlamentar do partido, Arnaldo Chalaua.

O deputado terá ficado ferido durante a ocupação da base do movimento de Satunjira, na província de Sofala, no centro do país, pelas Forças Armadas moçambicanas, na última segunda-feira (21.10). Operação à qual escapou o líder da RENAMO, Afonso Dlakhama.

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Deputado da RENAMO morto em ofensiva do exército moçambicano

A morte de Armindo Milaco foi confirmada à DW África pelo porta-voz da bancada da RENAMO. Arnaldo Chalaua afirma não ter mais detalhes sobre a ocorrência, mas acrescenta que “houve alguma dificuldade de um pronto-socorro”.

O Governo moçambicano ainda não reagiu à notícia. Anteriormente, tanto a RENAMO como o Governo tinham anunciado publicamente que não havia vítimas a registar na operação em Satunjira. Na altura, fizeram o anúncio o porta-voz da RENAMO, Fernando Mazanga, e o diretor nacional de Política de Defesa no Ministério da Defesa, Cristovão Chume.

Que saídas para Dhlakama?

O líder da RENAMO, Afonso Dlakhama, e alguns dos seus colaboradores mais próximos encontram-se em parte incerta desde o ataque à base da RENAMO na Gorongosa.

Mosambik Afonso Dhlakama 10.04.2013

Afonso Dhlakama, líder da RENAMO, continua em parte incerta

“Infelizmente, é de lamentar que um líder político, com a relevância política que ele representa para o processo de paz em Moçambique, esteja nesta situação de fugitivo, de paradeiro incerto”, criticou o analista político Calton Cadeado em entrevista à DW África.

Para Calton Cadeado, uma das saídas possíveis para Dlakhama “seria ele entregar-se”. Por outro lado, lembra que é preciso perceber “que se está a falar de um general”, que está “em fuga pela sua sobrevivência e que não se vai entregar de qualquer maneira, sob pena de isto ser assumido como uma derrota política e militar”.

Outra opção sugerida pelo analista moçambicano seria o líder da RENAMO “conseguir chegar a uma representação diplomática por forma a ter proteção.”

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