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Guiné-Bissau

Crise política no Governo da Guiné-Bissau: perto do fim?

Atores políticos que assinaram acordo da CEDEAO deslocam-se a Guiné-Conacri, onde esta terça-feira (11.10.) seguirá fase negocial que poderá pôr fim à crise na Guiné-Bissau.

Guinea, Eine große Verkehrsstraße in Conakry (DW/B. Barry)

Cidade de Conacri é palco das negociações sobre a crise na Guiné-Bissau

Os principais atores políticos que buscam por um fim à crise política da Guiné-Bissau seguiram hoje (10.10.) para Conacri, capital da Guiné-Conacri, onde a partir desta terça-feira (11.10.) começará uma nova fase negocial para a formação de um Governo de consenso e inclusão em Bissau.  

A comitiva é formada pelo Partido Africano de Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), o Partido da Renovação Social  (PRS), o grupo dos quinze deputados dissidentes do PAIGC, o presidente da Assembleia Nacional Popular, líderes religiosos e organizações da sociedade civil. O Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, será o mediador da mesa que poderá decidir o futuro político guineense.

Porträt - Alpha Conde

O Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, mediador da nova fase de negociações

Essa fase negocial faz parte do acordo proposto pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), assinado pelas partes há cerca de um mês. A partir deste acordo, os seus signatários estão comprometidos em "formar um governo de consenso e inclusivo para dirigir o país até as próximas eleições, em 2018”.

Apesar de terem rubricado o documento, as partes continuam a não se entenderem quanto à implementação do acordo. Recorde-se que este acordo foi assinado em Bissau a 10 de setembro na presença dos Chefes de Estado da Serra-Leoa, Ernest Bai Koroma, da Guiné-Conacri, Alpha Condé e da Guiné-Bissau, José Mário Vaz.

Discussões

O secretário-geral do PRS, Florentino Mendes Pereira, classificou como vergonhoso os atores políticos serem forçados a se deslocarem a um outro país para fazer aquilo que poderia ser realizado na Guiné-Bissau.

"Temos um denominador comum: todas as partes aceitam um Governo de inclusão. Provavelmente o que vai nos dividir é a decisão de quem vai chefiar o Governo. Entretanto, são questões que podíamos discutir perfeitamente no nosso país e convidar os mediadores para assistirem o processo aqui na Guiné. Não era preciso gastar dinheiro para levar toda a malta a Guiné-Conacri, como se não fóssemos nos entender entre nós”, disse.

Ouvir o áudio 03:01

Crise política no Governo da Guiné-Bissau: perto do fim?

Entretanto, o presidente do Parlamento guineense, Cipriano Cassamá, afirma que os atores políticos da Guiné-Bissau se deslocam a Guiné-Conacri para formalizarem a demissão do atual Governo e a consequente formação de um novo Executivo inclusivo e de consenso, como ficou decidido a 10 de setembro.

"Vamos a Conacri para formalizar a demissão do atual Governo de Baciro Djá e definir a formação de um novo Governo inclusivo e de consenso. Não vamos sair de Conacri sem uma solução concreta para a crise e minimizar o sofrimento do povo. Mas também o grupo dos quinze deputados dissidentes do PAIGC devem regressar ao partido”, afirmou.

Futuro político 

O PAIGC, partido vencedor das eleições legislativas com maioria absoluta, não cessa de lembrar que tem o direito de liderar o próximo executivo, como disse à imprensa o secretário nacional do partido, Aly Higiazy.

"Levamos a proposta de haver um entendimento entre as partes sempre respeitando as leis do PAIGC e reconhecer ao PAIGC o direito de governar enquanto formação política vencedora das eleições legislativas”.

O grupo dos quinze deputados dissidentes do PAIGC recusou fazer quaisquer declarações à imprensa.

Em Bissau, fontes contatadas pela DW Àfrica avançam que a Organização das Nações Unidas (ONU) assumiu as rédeas da mediação internacional sobre a crise política guineense e vai propor às partes os nomes de uma figura independente a residir no estrangeiro e de um alto funcionário das Nações Unidas para liderarem o futuro Governo.

 

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