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Moçambique

Comissão da Paz da RENAMO arranca na Beira

A comissão foi criada para dinamizar a resolução dos problemas de Moçambique e, segundo a RENAMO, contará com a participação de todos partidos políticos. Porém, FRELIMO e MDM discordam dos critérios de criação do grupo.

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Conselho Nacional da RENAMO realizado em junho

Entrou em funcionamento no sábado (11.07), na cidade da Beira, a Comissão da Paz, Democracia e Desenvolvimento Económico e Social. Uma iniciativa criada pela Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) em junho, aquando da realização do Conselho Nacional do maior partido da oposição moçambicana, para acompanhar a atual situação política no país.

Para Cláudio Mapulano, presidente da comissão, a iniciativa vem auxiliar várias outras organizações que trabalham em prol da paz efectiva no país. "O nosso país precisa de um espírito positivo, de ações e iniciativas positivas que não contribuam apenas para sair da crise, mas sobretudo que nos curem do mal em que nos encontramos", defende.

Wahlkampf 2014 Mosambik Renamo Afonso Dlhakama

Afonso Dhlakama, líder da RENAMO

A comissão prevê instalar-se no sul, no centro e no norte. O grupo é multi-partidário e tem como principal missão acompanhar as atuais diferenças políticas no país, segundo anunciou o mentor da iniciativa, Afonso Dhlakama, o líder do maior partido da oposição.

"Não foi por acaso que não viram aqui distintivos do partido RENAMO. Caso contrário, havíamos de contrariar a ideia que nos levou a pensar na criação desta organização", declarou. Segundo Dhlakama, "serão recebidas várias pessoas, quer sejam membros da RENAMO, do MDM, da FRELIMO ou da sociedade civil, que queiram contribuir para o fim do sofrimento deste povo".

FRELIMO e MDM não foram contactados

No entanto, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO, no poder) e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM, oposição), não concordam com os critérios de criação.

Fátima Batalhão, chefe de propaganda e mobilização na FRELIMO, diz desconhecer a linha de actuação desta comissão. "Não fomos contactados pela RENAMO para fazer parte desta comissão", disse à DW África.

Ouvir o áudio 02:36

Comissão da Paz da RENAMO arranca na Beira

Já para o MDM, da oposição, a iniciativa não é aglutinadora, porque "o MDM não recebeu uma notificação formal" da RENAMO. "O que sabemos é o que está a ser dito na televisão", afirma Elias Nkuiri.

Fátima Batalhão (FRELIMO) e Elias Nkuiri (MDM) dizem que os seus partidos não fazem parte desta comissão por não terem sido incluídos na mesma desde a sua criação. A iniciativa é a primeira vinda de partidos políticos desde a assinatura do acordo geral de paz em 1992.

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