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Angola

Comemorações de 40 anos de independência de Angola terminam com detenções

Chefes de Estado e de Governo testemunharam as celebrações dos 40 anos da independência de Angola, proclamada a 11 de novembro de 1975, pelo então Presidente António Agostinho Neto. Doze manifestantes foram detidos.

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No dia da independência, alguns manifestantes protestaram contra a detenção de 15 ativistas angolanos em junho

O ato central orientado pelo ministro de Administração do Território e coordenador da comissão interministerial organizadora dos festejos da independência nacional, Bornito de Sousa, contou com a presença do Presidente da República, José Eduardo dos Santos e de vários chefes de Estado e de Governo, nomeadamente do continente africano.

Durante o discurso do ato central, o ministro Bornito de Sousa destacou o papel desempenhado pelo Presidente da República. “Estaríamos a ser eticamente injustos e historicamente incorretos se não destacássemos o papel central e o elevado sentido de Estado de justiça social e de liderança que o Sr. Presidente José Eduardo dos Santos tem desempenhado ao longo destes anos”, disse o ministro de Administração do Território.

Bornito de Sousa admitiu, por outro lado, que, como em toda a parte, nem tudo é perfeito em Angola, havendo ainda muitas realizações por executar.

A Paz foi a maior conquista dos angolanos

Segundo o ministro, a paz foi a maior conquista alcançada pelos angolanos depois da proclamação da independência. Bornito de Sousa salientou que as vitórias que se lhe seguiram são "resultado do empenho e dedicação de milhões de angolanos e angolanas".

Para a tarefa do desenvolvimento, o político sublinhou a importância do papel da juventude angolana, que "sob o espírito de unidade, é chamada a tratar dos desafios de Angola em prol do trabalho, nomeadamente do empreendedorismo, da diversificação da economia, da melhoria do ensino e saúde e da transparência das instituições públicas".

Valorização da juventude angolana

Antes, em mensagem emitida pela Rádio Nacional de Angola (RNA) na madrugada desta quarta-feira (11.11) sobre os 40 anos de independência de Angola, o Presidente Eduardo dos Santos também disse ser necessária a valorização da juventude angolana.

Angola Präsident José Eduardo dos Santos im Hafen Lobito

Presidente de Angola José Eduardo dos Santos (foto de arquivo)

“Temos que começar a transformar a energia e o dinamismo da juventude em alavanca para continuarmos a construção de uma Nação mais próspera, feliz e justa”, sublinhou o Presidente angolano.

Recorde-se que, a 6 de junho de 2013, numa entrevista emitida pela televisão portuguesa SIC, o Presidente da República de Angola, referindo-se aos jovens do autodenominado “Movimento Revolucionário”, classificou o grupo como juventude “frustrada” e “sem sucesso académico e profissional”. Hoje, Eduardo dos Santos tem outra visão sobre os jovens.

"O país deve fazer tudo para oferecer à juventude cada vez mais oportunidades de crescimento pessoal e profissional. Dois terços da população, que é a nossa maior riqueza, tem menos de 25 anos de idade. A Nação deve assumir como seu dever trabalhar para garantir um futuro melhor à juventude e às gerações vindouras”, concluiu José Eduardo dos Santos.

Manifestação convocada por ativistas

Entretanto, o Conselho Nacional dos Ativistas Cívicos de Angola convocou para esta quarta-feira uma manifestação nacional.

Nos primeiros momentos dos protestos, em Luanda, Raúl Mandela, da organização, explicou à DW África as motivações da manifestação.

“Estamos a manifestar-nos porque temos os nossos companheiros detidos há quatro meses e sem qualquer solução e o Governo não se pronuncia sobre o assunto. Estamos a ver que o cidadão José Eduardo dos Santos está há muito tempo no poder, está a levar o país para a pobreza extrema. Vamos pacificamente exigir a demissão do cidadão José Eduardo dos Santos”.

Doze manifestantes foram detidos e encontram-se atualmente incomunicáveis.

O "exemplo" dos heróis da luta de libertação

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Cartazes dos manifestantes que protestaram no dia 11 de novembro contra a detenção de 15 ativistas angolanos

O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, condecorou hoje, em Luanda, uma dezena de individualidades nacionais pelo contributo para a independência nacional, cujos 40 anos se estão a assinalar, apontando-as como "exemplos" para os jovens.

A entrega das condecorações foi feita no almoço oficial oferecido pela Presidência aos chefes de Estado e de Governo, bem como representantes das várias delegações internacionais presentes nas comemorações dos 40 anos da independência.

"Nas pessoas dos condecorados reconhecemos os feitos dos heróis conhecidos e anónimos, que não regatearam esforços e sacrifícios para verem materializados os seus sonhos", apontou José Eduardo dos Santos, na cerimónia de condecoração.

Pelo contributo prestado no processo de libertação e independência nacional foram distinguidos com a Ordem António Agostinho Neto os cidadãos João Luís Neto e António dos Santos França e com a Ordem da Independência Santana André Pitra. Os angolanos Jorge Alicerces Valentim, Tonta Afonso Castro, Rodeth Máquina Teresa Gil, Augusto Teixeira de Matos, José César Augusto, Benigno Vieira Lopes e Jovita Neves Nunes receberam a Ordem Combatentes da Liberdade.Assistiram às cerimónias oficiais os presidentes da África do Sul, Jacob Zuma, do Botsuana, Ian Khama, da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, da Namíbia, Hage Geingob, de Moçambique, Filipe Nyusi, e de São Tomé e Príncipe, Manuel Pinto da Costa, além do vice-presidente do Brasil, Michel Temer.

As delegações internacionais anunciadas durante o ato central incluem ainda um dos vice-presidentes do Conselho de Estado de Cuba, os primeiros-ministros de Cabo Verde, da Guiné Equatorial e do Mali, além de ministros de vários países.

Ouvir o áudio 02:33

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