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Moçambique

CNE volta atrás e permite observação na contagem dos votos

A CNE anunciou, esta sexta-feira (10.10), que irá revogar a diretiva que proibia a presença dos observadores e jornalistas no ato de contagem de votos das próximas eleições gerais. Campanha termina no domingo (12.10).

Em Moçambique, a Comissão Nacional de Eleições (CNE), decidiu revogar uma polémica diretiva que vedava o acesso dos observadores e jornalistas aos locais de contagem de votos nas eleições gerais da próxima quarta-feira (15.10).

"Sim, estarão presentes. Terão acesso. Bastará avisar ao presidente da Comissão Provincial da vossa presença. Portanto, serão permitidos estar lá dentro," declarou Paulo Cuinica, porta-voz da CNE.

A diretiva vinha gerando protestos por parte dos observadores e jornalistas, alegando-se que, no passado, registrou-se alterações nos números e até mesmo nos editais durante a contagem de votos ao nível distrital - onde as folhas dos resultados das Assembleias de Voto são somadas.

Bürgermeister von Beira Daviz Simango

Depois da histórica vitória de Daviz Simango nas primeiras autárquicas no país, em 2009, fundaria o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), a terceira maior força política do país. Esta é a segunda vez que Simango tenta se eleger Presidente de Moçambique

Avaliação positiva

O Parlamento Juvenil, uma plataforma juvenil descrita como apartidária, é uma das organizações que vai acompanhar de perto as eleições. Salomão Muchanga, presidente da organização, disse que a instituição terá "cerca de dois mil observadores por todo o país, em prontidão" e faz uma avaliação positiva da campanha eleitoral que termina no próximo domingo (12.10).

Segundo ele, tratou-se de "uma campanha aceitável, de discursos muito fortes, profundos". "Saudamos, sobretudo nesta última fase, o comportamento exemplar dos partidos, candidatos e eleitores. Tivemos algum cenário de violência eleitoral no meio da campanha, mas julgamos que as mensagens didáticas emitidas estão a ser úteis", informou.

Ele considera que há condições objetivas para ter eleições sérias - através de um processo que contribua para equilibrar as emoções, para a estabilidade e para a construção de um país de progresso e justiça social.

Entretanto, escusou-se a opinar sobre eventuais tendências de voto.

Wahlkampf 2014 Mosambik Renamo Afonso Dlhakama

Afonso Dhlakama lidera a RENAMO desde 1979. Tenta se eleger Presidente de Moçambique desde 1999. Entrou atrasado na campanha eleitoral deste ano. Recentemente declarou: “posso dizer que já ganhei“

Corrida pela presidência

Estão inscritos na corrida eleitoral três candidatos às presidenciais e trinta partidos políticos.

Os candidatos presidenciais são: Filipe Nyusi, do partido no poder, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO); Afonso Dlakhama, o líder do maior partido da oposição e Presidente da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO); e ainda Daviz Simango, presidente da terceira maior força política com representação parlamentar, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

Estas três formações políticas são as únicas que estão a realizar a campanha eleitoral em todo o país. Showmícios, desfiles populares e o contato interpessoal e porta-a-porta caracterizam a movimentação dos concorrentes às eleições.

Wahlkampf 2014 Mosambik Filipe Nyusi

Ex-ministro da Defesa de Moçambique, Filipe Nyussi foi escolhido pela FRELIMO para ser o candidato do partido no poder à sucessão do Presidente Armando Guebuza. Esta é a primeira vez que Nyusi concorre nas presidenciais moçambicanas

FRELIMO acredita na vitória

O porta-voz da bancada parlamentar da FRELIMO, Galiza Matos Júnior, descreveu a campanha como positiva, apesar de um e outro episódio.

"Eu vejo um movimento muito grande de festa da democracia moçambicana. Os partidos têm estado a desdobrar-se no contato, através dos seus militantes ou simpatizantes, com as mais diversas pessoas. Esta campanha tem sido muito boa em termos de participação," afirmou

Em relação à campanha de seu partido, Galiza Matos Júnior garantiu que a FRELIMO tem estado a "receber muito apoio por parte dos populares".

Durante a campanha, todos os três candidatos presidenciais têm arrastado multidões nos vários círculos eleitorais.

Galiza Matos Júnior considera que este tem sido um momento para cada um deles divulgar os seus manifestos eleitorais, mas diz que a expectativa do seu partido é que saia vitorioso com larga margem - tanto nas presidenciais como nas legislativas.

"Estamos expectantes numa vitória," afirmou. O porta-voz da bancada parlamentar da FRELIMO disse não acreditar numa segunda volta das presidenciais, mas acredita que o partido irá manter a maioria no Parlamento.

"Nós subimos significativamente o número de mandatos ao longo deste período e acreditamos que isto vai continuar a acontecer nestas eleições," concluiu.

Ouvir o áudio 03:28

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