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Angola

Chuvas na Huíla fazem 25 mortos

A Proteção Civil angolana confirma que morreram 25 pessoas vítimas das fortes chuvas que se fazem sentir na província da Huíla. As buscas no terreno vão continuar.

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O Governo da província prestou homenagem às vítimas das cheias

As enxurradas ocorreram entre as 11:00 e as 20:00 (hora local) desta segunda-feira (29.02) e provocaram o desabamento do dique de água do rio Capitão, nos arredores da cidade do Lubango. As águas arrastaram populares que vendiam e compravam no mercado paralelo do bairro do Tchioko e várias crianças que regressavam da escola.

Em declarações à DW África, o subcomissário José Pedro Catraio, coordenador executivo adjunto da Comissão Provincial da Proteção Civil e Bombeiros, afirmava que "ontem [01.03], resgatámos oito corpos e uma criança, que já teve alta. Resgatámos outros 15 corpos e, no total, já encontrámos 23 vítimas mortais".

Segundo declarações do porta-voz da Proteção Civil angolana, Faustino Sebastião, à agência Lusa, o número de vítimas subiu entretanto para 25. "Hoje encontrámos mais um corpo e tudo aponta para que mais vítimas poderão ser encontradas nas próximas horas. Pelos relatos das famílias, estão desaparecidas entre seis a oito pessoas", afirma o porta-voz. A maioria das vítimas são crianças e adolescentes, com idades compreendidas entre os oito e os 17 anos.

As operações de busca no terreno, num percurso de 15 quilómetros ao longo do rio Capitão, foram redobradas e envolvem ainda brigadas caninas e meios aéreos.

Declarado luto na província da Huíla

Lubango Flut Opfer Hommage Angola Dom Zacarias Kamuenho

Arcebispo do Lubango, Dom Zacarias Kamuenho

O Arcebisto emérito da arquidiciose do Lubango, Dom Zacarias Kamuenho, apelou às autoridades para que tivesse maior cuidado com as retenções de água.

"Foi numa praça, onde as pessoas vendem e compram e, de repente, foram surpreendidas com um dique que desabou lá em cima, onde temos a reserva de água para a irrigação", afirmou o Arcebispo. "Com chuvas tão intensas, tudo isto ocorreu para o surgimento desta tragédia".

João de Almeida é pai de uma das vítimas destas cheias. "Tinha 22 anos de idade. Ele vende na praça, é um batalhador. Saiu ontem de manhã, às oito horas, e com a chuva desarrumou as coisas. Quando estava a ir para casa, o rio estava cheio. De repente, apareceu muita corrente de água e todos os que estavam juntos foram arrastados pela corrente de água", conta.

O Governo da província da Huíla providenciou o apoio às cerimónias fúnebres das vítimas, que tiveram lugar ontem (02.03) no cemitério do Mutundo, e declarou luto em toda a província.

O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, manifestou profunda consternação por estas mortes no bairro do Thioko, na sequência das fortes chuvas.

Numa nota de condolências, o chefe de Estado exprimiu a sua solidariedade para com as famílias enlutadas e para com as vítimas deste desastre.

Entretanto, as fortes chuvas que se voltam a fazer sentir já provocaram a morte a uma criança de sete anos, vítima de uma descarga elétrica.

Ouvir o áudio 02:10

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