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Guiné-Bissau

Chefe das Forças Armadas acusa Governo guineense de "incompetência"

O chefe das Forças Armadas guineenses, António Indjai, mostrou-se bastante insatisfeito com a maneira como o Governo de transição está a conduzir o país desde o golpe de Estado de 12 de abril de 2012.

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"O golpe militar piorou a situação da Guiné-Bissau", afirma o chefe das Forças Armadas, António Indjai

António Indjai admitiu, na segunda-feira (30.09), que o golpe militar do ano passado piorou a situação económica e político-militar do país e acusou o Governo de transição de "incompetência".

Falando aos militares e membros do governo de transição numa reunião no Clube das Forças Armadas, em Bissau, Indjai classificou o atual executivo que governa o país desde o golpe militar como "o pior da história da Guiné-Bissau".

Hilfsaktion Noma e.V. in Guinea-Bissau

Rui Duarte de Barros, primeiro-ministro de transição da Guiné-Bissau

Dirigindo-se diretamente ao primeiro-ministro de transição, Rui Duarte de Barros, que estava na mesa de honra na reunião, Indjai disse que todos os seus conselheiros do Governo estão lá por "interesses pessoais".

Para completar, Indjai acusou Rui Duarte de Barros de não estar a fazer nada.

Indjai defendeu ainda que os cargos de primeiro-ministro e de ministro das Finanças deveriam ser ocupados por militares. No discurso, ele propôs inclusive que seja feito um teste de trinta dias "para que os militares possam mostrar como se faz".

A resposta

O atual primeiro-ministro, Rui Duarte de Barros, respondeu dizendo que apesar de limitado, o atual governo fez muito. Ele disse que muitos problemas do país já foram resolvidos e que não será possível resolver as dificuldades de 15 anos em apenas um ano, mas que estão a trabalhar com esse objetivo.

Indjai foi ainda mais longe e acusou o Presidente guineense e o primeiro-ministro de fazerem pouco ou nada para garantir a sua segurança. Disse que está a ser perseguido. Rui Duarte de Barros nega que o Governo de transição não tenha disponibilizado meios para garantir a segurança àqueles com os quais isso foi acordado.

Mais acusações

Indjai voltou a defender que enquanto estiver no cargo de chefe das Forças Armadas não assinará mais nenhum documento para reformar as Forças Armadas, "porque tudo não passa de uma mentira", argumentou ele.

Fernando Vaz Guinea-Bissau

Fernando Vaz, porta voz do Governo de transição (à esquerda)

Por outro lado, reconheceu que o golpe militar piorou a situação da Guiné-Bissau. "Pensávamos que isso iria melhorar a situação do país. Mas afinal cada um fala e faz o que bem entender", comentou Indjai.

O chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau disse que os membros do Governo de transição só integraram o executivo "para roubar o Estado e sustentar o seu partido ou porque pretendiam concorrer às eleições gerais ou porque são corruptos."

Rui Duarte de Barros já deixou claro que não irá concorrer às eleições. Inclusive assinou o pacto de transição que não lhe permite disputar eleições, lembrou a Indjai.

António Indjai e Rui Duarte de Barros falavam numa reunião em Bissau para analisar a situação da secreta guineense, antes das eleições gerais de 24 de novembro.

Ouvir o áudio 03:22

Militares da Guiné-Bissau querem o fim do governo de transição

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