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Angola

Chefe da diplomacia alemã visita Angola

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha visita Angola nesta quarta-feira (26.03) acompanhado de uma delegação empresarial. Na África sub-sahariana, Angola é o terceiro maior parceiro comercial da Alemanha.

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Frank-Walter Steinmeier, ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha

Frank-Walter Steinmeier visitou a Etiópia na segunda-feira (24.03), nesta terça-feira (25.03) está naTanzânia e na quarta-feira (26.03) visitará Angola.

As relações comerciais entre a Alemanha e Angola atingem patamares mais altos, com o aumento das exportações de Angola para Alemanha, embora o movimento inverso tenha diminuído.

Sobre esta visita e as relações comerciais entre os dois países, a DW África entrevistou o responsável da Delegação da Economia Alemã em Luanda, Ricardo Gerigk.

DW África: Quais são as possibilidade de Angola subir da terceira para a primeira posição neste ranking de relações comerciais entre a Alemanha e os países africanos?

Ricardo Gerigk (RG): Não acredito porque vamos ter uma distância em relação a África do Sul e a Nigéria bastante grande. Mas para nós não interessa a ocupação do lugar, o que interessa para as empresas alemãs que estão aqui, e para nós enquanto Delegação da Economia Alemã, é aumentar a influência ou aumentar o comércio e também o estabelecimento de empresas alemãs em Angola. Este país tem um estatuto estratégico bastante grande na região da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) e também na região sub-sahariana.

Ricardo Gerigk

Ricardo Gerigk, responsável da Delegação da Economia Alemã em Angola, AHK (sigla em alemão)

DW África: Na quarta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, estará em Angola. O que se espera desta visita?

RG: A visita do ministro que se faz acompanhar de uma delegação económica, em que temos o primeiro e segundo escalão de decisão de grandes empresas alemãs, é sempre um ponto positivo, porque a melhor expertise que se pode fazer é de que as pessoas venham ao país, vejam o que está a acontecer em Angola ou em outros países africanos, porque o ministro também viajou para a Etiópia e para Tanzânia.

Isso abre perspetivas, possibilidades de contactos. E isso é muito importante em África, porque aqui o contacto pessoal é muito mais importante do que somente os contactos via papel, via e-mail. A presença de um ministro sendo recebido em altos escalões é para nós, enquanto alemães, um ponto bastante importante.

DW África: As exportações da Alemanha para Angola desceram 27%, de 400 milhões de euros em 2012 para 292 milhões em 2013. Por que é que a Alemanha não consegue exportar mais para Angola?

RG: O importante é estarmos presentes em Angola. Existem grandes empresas que se estão a deslocar para Angola. As empresas alemãs atuam nas áreas de infraestruturas, algo que é cada vez maior. Com a visita da chanceler alemã, Angela Merkel, em 2011, o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, disse claramente que as próximas barragens teriam que ser equipadas com equipamentos provenientes da Alemanha.

Esta promessa foi cumprida, temos uma empresa a trabalhar na reabilitação da barragem de Cambambe e temos outra, que apesar de ser austriaca, produz as turbinas em Ravensburgo, na Alemanha. Não gostaria de falar em números, mas são valores muito elevados. A qualidade, e não a quantidade, para mim é que é importante.

Ölproduktion in Angola

Angola é um dos maiores produtores de petróleo em África

DW África: As exportações de Angola subriram em 77%. A que se deveu isso?

RG: Angola infelizmente depende muito da exportação do petróleo. Então as exportações de Angola para a Alemanha foram relativas à área de petróleo, porque a Alemanha não importa diamantes. Este é outro produto que Angola exporta, mas que tem minimamente um valor de quase 2% no total das exportações.

DW África: Será que as visitas que Angela Merkel e uma delegação do "Afrika-Verein" fizeram nos últimos anos a Angola já começaram a dar os seus frutos?

RG: A visita de Angela Merkel a Angola foi um grande marco para a economia alemã aqui em Angola. Foi um sinal de confiança do Governo alemão na política e na procura da estabilidade e da paz do Governo angolano. A chanceler não teria visitado um país que estivesse em guerra. A partir da visita da chanceler abriram-se muitas perspetivas para a economia alemã, porque começou a haver também interesse das empresas alemãs, de porte médio e grande, por essa parte do continente africano.

Ouvir o áudio 04:03

Chefe da diplomacia alemã visita Angola

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