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Angola

Centro que acolhe crianças de rua em Luanda pode fechar

O Centro Arnaldo Janssen debate-se com problemas de vária ordem e corre o risco de encerrar portas nos próximos tempos. A instituição recolhe e acolhe meninos de rua na capital angolana há mais de 22 anos.

Raby José, um adolescente de 13 anos que frequenta a 6ª classe, é uma das centenas de crianças que vivem no Centro de Acolhimento de Crianças Arnaldo Janssen (CACAJ). Antes de ter sido levado para a instituição, Raby, filho de pais separados, fez das ruas de Luanda a sua casa. Uma casa sem pais nem irmãos.

Angola Raby José aus dem Zentrum für obdachlose Kinder in Luanda

Raby José gosta de viver no Centro Arnaldo Janssen

Devido às péssimas condições, contraiu doenças que o levaram ao hospital. "Estive na rua e fiquei doente. Depois apareceu alguém e levou-me ao hospital, porque eu estava mesmo muito doente, e depois abandonou-me lá", conta à DW África.

Um abandono que o levou ao Centro Arnaldo Janssen onde, de vez em quando, recebe a visita da sua mãe. Raby diz que é "muito bom" viver na instituição que o tirou na rua. "Quando acordo faço o meu trabalho, tomo o pequeno-almoço, repousamos e depois vou para a explicação".

Salários em atraso

O centro fundado em 1933 pelo padre Horácio precisa urgentemente de um reforço, pois corre o risco de fechar. Na instituição falta quase tudo, até dinheiro para pagar aos trabalhadores. "Este mês ainda não conseguimos pagar o salário dos funcionários e isto não provoca um bom ambiente dentro do centro", relata João Facativo, o responsável pelo estabelecimento.

João Facativo lamenta que a instituição ainda não tenha uma fonte de financiamento fixa que permita "gerir com mais segurança e qualidade" o centro de acolhimento. "Sobrevivemos até agora graças ao apoio das associações, paróquias e empresas. Estas pessoas quando vêm cá trazem algo para alimentar as crianças".

O responsável diz que luta há mais de cinco anos para elevar o centro à categoria de instituição de utilidade pública. Segundo João Facativo, o assunto já tem o voto favorável do Governo da Província de Luanda.

Ouvir o áudio 03:30

Centro que acolhe crianças de rua em Luanda pode fechar

"Já escrevi várias cartas para tornar o centro numa associação. Isso também me levou muito tempo porque as pessoas não sabem dar informações corretas, depois vem a lentidão administrativa", explica.

Apesar de "estar cansado" de apelar ao apoio da sociedade e do Governo, Facativo volta a lançar um apelo para conseguir ajuda financeira. "Há alguns passos que já foram dados, a vice-governadora já esteve cá prometeu professores para ajudar crianças, mas são situações de meio e longo prazo".

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