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Internacional

CEDEAO prepara intervenção na Gâmbia caso Jammeh não saia do poder

Na Gâmbia, o Presidente insiste que não vai abandonar a presidência do país. A CEDEAO já colocou forças militares em "estado de alerta" para intervir, caso Yahya Jammeh não deixe o poder depois de 19 de janeiro.

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Yahya Jammeh, Presidente da Gâmbia

Apesar de nos primeiros dias ter aceite a sua derrota na eleição presidencial do dia 1 de dezembro, Yahya Jammeh recusa agora os resultados que deram a vitória ao candidato da oposição, Adama Barrow.

A CEDEAO, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, anunciou esta sexta-feira (23.12.) que adotará "todas as medidas necessárias" se o Presidente gambiano, no poder desde 1994 na sequência de um golpe de Estado, recusar reconhecer o veredito das urnas.

Mas observadores notmam que o presidente cessante parece n#ao estar preocupado com a mensagem muito clara da CEDEAO. No próximo dia 10 de janeiro, nove dias antes da expiração do mandato de Yahya Jammeh segundo o prayo constitucional, o Supremo Tribunal vai examinar um recurso apresentado pelo partido no poder. 

Dirigentes da África Ocidental já fizeram anteriormente uma proposta a Jammeh, no sentido de lhe ser "aberta uma porta de saída honrosa". Agora aumenta a CEDEAO aumentou a pressão com o anúncio do seu presidente Marcel de Souza de que a oganização enviará uma força militar caso Jammeh se mostre renitente. Neste momento, no entanto, a CEDEAO continua a tentar uma saída diplomática para a questão.

Nigeria Ecowas-Treffen (Reuters/Str)

Presidentes dos países que compõem a CEDEAO


Intervenção militar da CEDEAO?

O Senegal, que deverá liderar a intervenção, é o único país que partilha uma fronteira terrestre com a Gâmbia, já sublinhou que qualquer intervenção militar seria um último recurso.

Mas Fatou Jagne Senghore, da organização para a defesa da liberdade de expressão, Artigo 19, acredita que a CEDEAO está disposta a utilizar todos os meios disponíveis para forçar Yahya Jammeh a abandonar o poder: "Penso que Jammeh teve tempo suficiente para refletir sobre a sua decisão e agora a CEDEAO decidiu fazer de tudo para que ele deixe o poder a 19 de janeiro, data oficial do termo do seu mandato como Presidente. Mas penso que Yayha Jammeh vai ainda tentar pressionar novamente o Supremo Tribunal, embora todos os gambianos estejam convencidos de que não haverá cedência por parte daquela instância."

Senghore acrescenta que "Yahya Jammeh está práticamente isolado e ninguém já acredita nele. Os ministros do seu Governo abandonaram-no, os embaixadores da Gâmbia no estrangeiro já saudaram o Presidente eleito e a população já decidiu através das urnas."

Fatou Senghore acredita que, nos próximos dias, o processo vai ser mais célere "mesmo que Jammeh tente ainda obter alguns apoios a nível interno e fora do país". O ativista  acrescenta: "Digo que vai ser mais rápida a sua saída porque a posição da CEDEAO de que Jammeh tem que abandonar o poder foi tomada depois dos dirigentes da organização terem pesado bem as palavras e assumido as responsabilidades. Ele não diz, mas acredito de Yayah Jammeh já compreendeu a mensagem."

Gambia Präsident Yahya Jammeh (Reuters)

Yahya Jammeh (esq.) recebendo a delegação da CEDEAO para discutir a crise na Gâmbia

Aprovação da ONU

Para Fatou Senghore, depois de ser conhecida esta posição firme da CEDEAO, os atores políticos da Gâmbia devem iniciar ao mais alto nível as negociações com Jammeh para que este possa deixar o poder de forma pacífica.

Ele recorda que "embora desde o início desta crise Yahya Jammeh tenha privilegiado somente a via jurídica, que não é a mais legítima dada às pressões exercidas pelo próprio chefe de Estado sobre os tribunais gambianos, agora, com a posição da CEDEAO todas as forças vivas do país deverão trabalhar para aconteça imediatamente a preparação da saída de Jammeh do poder."

Observadores alertam, no entnato, para outro problema, caso o Senegal lidere uma intervenção militar da CEDEAO na Gâmbia: as autoridades senegalesas mantêm relações tensas com a Gâmbia, país para o qual enviou tropas durante um golpe de Estado em 1981.

O bloco regional poderá também procurar obter a aprovação do Conselho de Segurança da ONU para o envio de forças para a Gâmbia.

Ouvir o áudio 03:39

CEDEAO disposta a tudo na Gâmbia

 

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