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Angola

Casa de ativista da OMUNGA assaltada por homens com revólver e metralhadora

O ativista José Patrocínio diz que homens fardados com o uniforme do exército angolano entraram em sua casa, agredindo um guarda e roubando uma máquina fotográfica e um telefone. Já houve outros incidentes no passado.

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José Patrocínio, coordenador da OMUNGA

A residência de José Patrocínio, ativista dos direitos humanos e coordenador da organização não-governamental OMUNGA, foi alvo de um assalto por dois indivíduos supostamente afetos às Forças Armadas e que tinham consigo uma metralhadora AKM e um revólver.

O assalto ocorreu na cidade do Lobito (província de Benguela) na madrugada de quarta-feira (18.02), por volta das três horas. "Os dois indivíduos dirigiram-se à residência, onde também fica o escritório da OMUNGA. Um deles meteu conversa com o guarda. Então, esse indivíduo, fardado, puxou da pistola e pôs a bala na câmara do revólver, o outro também pôs uma bala na câmara da AKM, e começaram a esbofetear o guarda", conta Patrocínio.

Os supostos militares não agrediram o ativista, mas roubaram uma máquina fotográfica e um telefone. Uma das janelas da residência ficou danificada.

Ouvir o áudio 02:34

Casa de ativista da OMUNGA assaltada por homens com revólver e metralhadora

Outros incidentes

O ativista prefere não tirar conclusões precipitadas, mas duvida que este se trate de um assalto levado a cabo por "bandidos normais".

O roubo ocorre dois meses depois de o coordenador da OMUNGA ter sido retido por militares afetos a uma Academia Militar. Na altura, José Patrocínio saiu em defesa de uma amiga, Alexandra de Vitória Pereira, que fora agredida pelos militares por ter estacionado a sua viatura em frente àquela unidade militar.

Patrocínio estranha a atitude dos dois indivíduos, que, segundo ele, se dirigiram diretamente à residência para o assalto. "Mesmo encontrando um guarda, eles assaltaram e, depois de tudo isso, levaram apenas equipamento – a máquina fotográfica e o telefone."

Intimidação

O ativista refere que já endereçou uma participação às autoridades policiais dando conta da ocorrência.

Segundo José Patrocínio, os membros da associação OMUNGA e da sua família sentem-se intimidados. Este assalto "intimidou as pessoas aqui à volta e está a intimidar muitas outras pessoas. Isto cria um clima bastante chato."

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