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Moçambique

Cada vez mais mulheres fazem partos nos hospitais em Cabo Delgado

Na província nortenha de Moçambique a estratégia dos serviços de saúde de consciencializar sobre a importância de se realizar partos nos hospitais está a ser bem sucedida, reduzindo o número de partos feitos em casa.

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Jovens mães e os seus bebés num Centro de Saúde de Maputo, Moçambique

Encontramos Lúcia Cassiano na fila para a consulta pré-natal, no Centro de Saúde do Bairro Cimento, na cidade nortenha de Pemba.

Para ela, ter um bebé em casa está fora de questão. É que quando as mulheres realizam os partos em casa correm mais perigos de saúde do que se forem para o hospital.

"Ás vezes os partos complicam, então, uma mulher tem de estar no hospital para realizar o parto, porque talvez possa existir uma complicação em que o hospital, naquel momento, chama o médico. Qualquer coisa de grave que aconteça no hospital vais conseguir resolver. Mas em casa é difícil", explica Lúcia Cassiano.

Na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, as enfermeiras consciencializam as mulheres grávidas desde os primeiros meses de gestação.

Frühe Hochzeit in Mosambik

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Aumento de partos nos hospitais

As autoridades de saúde promovem palestras diárias, especialmente nos postos de consulta pré-natal.

A mensagem gira sempre à volta dos riscos a que as mulheres estão sujeitas se realizarem o parto em casa. Aqui não há, por exemplo, assistência do pessoal de saúde caso surjam complicações no momento do parto.

As palestras e, em geral, o trabalho de consciencialização das autoridades de saúde parecem estar a dar resultado.

No primeiro semestre deste ano houve mais de 31 mil partos assistidos nos hospitais de Cabo Delgado – um aumento de seis por cento em comparação a igual período do ano passado.

Anita Benjamim, que também está grávida, nota esse aumento no dia-a-dia. A aposta das autoridades de saúde fez com que mais mulheres estejam interessadas em realizar o parto no hospital: "É muito bom, porque temos todos cuidados e menos riscos de vida."

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Mulheres satisfeitas com sensibilização

Anita Benjamim defende que o setor da saúde deve tentar, ao máximo, baixar o número de partos caseiros, sobretudo nos lugares em que a realização do parto é considerada de risco para a saúde da mãe e do bebé.

Embora ela reconheça pontos positivos na medicina tradicional acha que o hospital leva vantagem: "Abrem as cabeças das mulheres, temos visto que é muito bom termos tratamento no hospital do que em casa, porque em casa é prejudicial. Embora seja bom por causa dos tratamentos tradicionais, é vantajoso aqui nos hospitais."

Lúcia Cassiano nota que a estratégia de consciencialização que está a ser implementada pelo setor de saúde vai melhorar o acompanhamento dos recém-nascidos nos hospitais.

Mas ela recorda que Há ainda uma certa resitência bas pessoas irem ao hospital: " Há mulheres que não querem realizar o parto no hospital, outras preferem fazer em casa."

"Existem atualmente muitas doenças e no hospital se por acaso a mãe tiver qualquer doença ou existir algum perigo, o hospital já está preparado para salvar o bebé e a própria mãe," finaliza Lúcia Cassiano.

Entretanto, as autoridades de saúde trabalham em conjunto com as lideranças e enfermeiras comunitárias, desdobrando-se para que a informação chegue a mais mulheres, de uma forma clara e completa.

Ouvir o áudio 03:25

Cada vez mais mulheres fazem partos nos hospitais em Cabo Delgado

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