Cabo Verde: Primeiro-ministro descarta candidatura às presidenciais e diz que mandato é para cumprir | Cabo Verde | DW | 06.01.2018
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Cabo Verde

Cabo Verde: Primeiro-ministro descarta candidatura às presidenciais e diz que mandato é para cumprir

O primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva garantiu que tem um mandato para cumprir até 2021, depois de as mexidas no Executivo terem gerado especulação sobre uma saída antecipada para concorrer às presidenciais.

"Não. Temos um mandato para cumprir até 2021", disse Ulisses Correia e Silva, quando questionado pelos jornalistas sobre se estaria a preparar uma saída a médio prazo do Governo, depois de ter criado no novo desenho do Executivo o cargo de vice-primeiro-ministro.

O primeiro-ministro falava na sexta-feira (05.01) aos jornalistas, na cidade da Praia, no final da cerimónia de posse de oito novos membros do Executivo, que passa a ser constituído por 13 ministros e seis secretários de Estado, além do chefe do Governo.

O lugar de vice-primeiro-ministro será ocupado em regime de acumulação pelo ministro das Finanças, Olavo Correia, reforçando a influência e o poder de um dos vice-presidentes do MpD dentro do Executivo.

Cargo não existia desde 1990

O cargo de vice-primeiro-ministro é, tradicionalmente, uma solução em governos de coligação e, em Cabo Verde, a única vez que existiu foi na década de 1990 quando, no então Governo do Movimento para a Democracia (MpD), o primeiro-ministro Carlos Veiga promoveu Gualberto do Rosário a vice-primeiro-ministro.

Kap Verde Ulisses Correia e Silva Movimento para a Democracia

Ulisses Correia e Silva tomou posse como primeiro-ministro há 18 meses

Gualberto do Rosário viria depois a assumir a chefia do Governo quando Carlos Veiga se candidatou às eleições presidenciais de 2001, tendo perdido para o candidato apoiado pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).

Sobre as mudanças no Executivo, Ulisses Correia e Silva considerou que a entrada dos novos elementos veio reforçar a coordenação económica e financeira, a agenda política e a comunicação do Governo. "O ano de 2018 vai ser muito especial relativamente a resultados económicos, que vão ser acelerados, e a resultados sociais e institucionais", disse.

Novos elementos no Governo

Dezoito meses depois da tomada de posse, Ulisses Correia e Silva concretizou as primeiras mexidas no executivo, previstas desde maio de 2017. As mudanças, que não incluem a saída de nenhum elemento do atual executivo, traduzem-se no alargamento do elenco governamental de 12 para 20 elementos.

Entram para o Governo dois novos ministros: um ministro-Adjunto do Primeiro-Ministro para a Integração Regional, cargo que será ocupado pelo diplomata Júlio Herbert Lopes, e um ministro com a pasta da Indústria, Comércio e Energia, que resulta da divisão em três do agora Ministério da Economia e Emprego, que será Alexandre Monteiro, atual presidente do Conselho de Administração da empresa pública de energia Electra. Entram também seis secretários de Estado, figura até agora inexistente no Governo.

O novo desenho do elenco governamental cabo-verdiano inclui ainda a criação do cargo de vice-primeiro-ministro, que será apoiado por três secretários de Estado. As eleições presidenciais estão previstas para 2021.

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