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Internacional

Banco Alimentar Contra a Fome promove recolha de alimentos em Portugal e Cabo Verde

Decorreu este fim-de-semana mais uma campanha de recolha de alimentos, no âmbito de ações assumidas por instituições de solidariedade social de luta contra a fome e o desperdício. Angola recebe ação semelhante em 2014.

Contrariamente ao que estava inicialmente previsto, só em maio do próximo ano uma operação do género se realizará em Angola, fruto da colaboração com o Banco Alimentar de Lisboa. De acordo com Isabel Jonet, presidente da Federação portuguesa dos Bancos Alimentares, é necessário fazer um levantamento prévio do potencial existente e da capacidade local para responder às necessidades dos cidadãos angolanos.

Este sábado, 30 de novembro, e domingo, 1 de dezembro, cerca de 40 mil voluntários estiveram à porta das grandes e médias superfícies portuguesas para recolha de alimentos ofertados pelos cidadãos de boa vontade que agora serão distribuídos às pessoas mais necessitadas.

Lebensmittelbank Portugal

Cereais, leite, bolachas e óleo foram alguns dos produtos recolhidos este fim-de-semana

Mais de 2 mil toneladas recolhidas em Portugal

Maria Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar Português Contra a Fome, explica que os voluntários "convidam as pessoas que vão às compras a serem mais solidárias e a partilharem um pouco daquilo que vão comprar com as pessoas mais pobres da sua região".

Este ano, à semelhança do que aconteceu em 2012, a campanha resultou na recolha de mais de 2 mil toneladas de alimentos.

Este fim-de-semana, a operação cobriu os supermercados, mas prolonga-se até o dia 8 via internet, de forma a despertar a generosidade da comunidade doadora um pouco por todo o mundo. "Exatamente porque a situação está muito difícil para muitas famílias portuguesas é que esperamos que haja uma adesão semelhante àquela que tem havido até agora", afirma Isabel Jonet.

A campanha, em véspera da época natalícia, aconteceu simultaneamente em Cabo Verde, nas ilhas de Santiago, São Vicente e Fogo, "com muitos voluntários na rua a fazerem a campanha do Banco Alimentar", de acordo com a presidente do Banco Alimentar.

Isabel Jonet

Isabel Jonet, presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome

Primeira campanha em Angola estreia-se no próximo ano

Entretanto, não será desta vez que esta experiência arranca em Angola, como estava inicialmente previsto. Isabel Jonet, que também é presidente da Federação Europeia dos Bancos Alimentares, explica que, inicialmente, se planeou "lançar também o Banco Alimentar Contra a Fome de Angola, uma vez que existe um grupo que, desde há dois anos, está a estruturar uma equipa nesse sentido". No entanto, esclarece, "pensou-se que era necessário fazer, antes de mais, um levantamento das respostas sociais para montar o canal da distribuição dos produtos recolhidos, para se ter a certeza de que nada se perde".

Ouvir o áudio 04:03

Banco Alimentar Contra a Fome promove recolha de alimentos em Portugal e Cabo Verde

Isabel Jonet esteve recentemente em Luanda no âmbito da cooperação com o núcleo do Banco Alimentar angolano. A responsável considera necessário apoiar uma equipa de trabalho cuja missão é fazer um levantamento das instituições e organizações existentes no ramo alimentar. Só depois de todas as condições logísticas estarem criadas é que será desencadeada a primeira campanha de recolha de produtos alimentares em Angola, a exemplo do que se faz em Portugal e Cabo Verde e, futuramente, em Moçambique. Segundo Isabel Jonet, "uma campanha desta natureza poderá talvez já acontecer no final de maio, em conjunto com Portugal e Cabo Verde, mas tudo depende do trabalho que os voluntários no terreno consigam fazer e da recetividade das instituições perante esta nova ajuda".

PALOP: uma estratégia diferente

Lebensmittelbank Portugal

Em 2012, os bancos alimentares apoiaram mais de 2 mil e 200 instituições de solidariedade, garantindo produtos alimentares a quase 400 mil pessoas

Os bancos alimentares, reconhece, vivem sobretudo dos excedentes da indústria e da agricultura das cadeias de distribuição, "e em Angola e Cabo Verde, bem como em outros países africanos e asiáticos, não há tantos excedentes, porque não há tanta produção, mas, sobretudo, porque existem mercados que absorvem eventuais excedentes".

"Aquilo que se faz nestes países é, por um lado, conhecer a rede de apoio social, e, por outro, tentar mobilizar empresas, pessoas e fundações que queiram apoiar, com alimentos, mas também com projetos de responsabilidade social que sejam mais estruturantes", conclui.

No âmbito da colaboração entre as instituições dos dois países, está prevista a construção de um posto médico em Luanda e o reforço da estrutura de uma escola no bairro do Porto Pesqueiro, com o apoio de mecenas internacionais que o Banco Alimentar de Portugal convidou para participou nos projetos de responsabilidade social em Angola.

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