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Moçambique

Autoridades moçambicanas investigam incidentes mortais em mina

Há duas semanas, um grupo de populares invadiu a mina de Muiane, na província da Zambézia, centro de Moçambique. Pelo menos cinco pessoas morreram. A seguir, parte da mina desabou, matando outras três pessoas.

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Mina ilegal de carvão em Moçambique (foto de arquivo)

A mina de Muiane, no distrito de Gilé, vandalizada há duas semanas é operada pela Tantalum Mineração, de capitais canadianos. Populares destruíram máquinas e instalações da empresa para protestar contra a morte de um garimpeiro, alegadamente pela polícia, durante um roubo na companhia mineira.

O Governo local diz desconhecer os verdadeiros motivos da invasão da mina. Segundo o diretor provincial dos Recursos Minerais e de Energia na Zambézia, Almeida Manhiça, as equipas do Governo estão a fazer tudo para esclarecer em breve o que motivou a vandalização, que resultou na morte de pelo menos cinco pessoas, segundo a polícia local.

"Estamos a fazer o levantamento daquilo que foram as reais motivações para aquela invasão. Depois, será tomada uma medida mais acertada tendo em conta as conclusões dessa investigação", afirmou Manhiça.

Desabamento

A mina foi abandonada pela Tantalum Mineração, depois dos recentes tumultos.

Segundo Almeida Manhiça, as minas de Muiane estão agora sob controlo de garimpeiros locais, que a estão a explorar ilegalmente. A 20 de novembro, um desabamento na mina fez três mortos e dois feridos graves.

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Autoridades moçambicanas investigam incidentes mortais em mina

"Eu, pessoalmente, fui trabalhar em Muiane na quinta-feira [19 de novembro]", comentou o diretor provincial dos Recursos Minerais. "Depois, tivemos aquele acidente em que morreram pessoas que trabalhavam sem observar as técnicas básicas de mineração. Acabaram desabando terras, que caíram sobre as pessoas."

Protestos?

Fernando Inquiua, chefe da comissão dos antigos trabalhadores das minas de Muiane, anunciou a possibilidade de realizar manifestações na cidade de Quelimane e no distrito de Gilé - ações para protestar contra o sucedido e porque não foram ainda atribuídas indemnizações às famílias das pessoas que morreram na mina.

Segundo o chefe da comissão dos antigos trabalhadores das minas de Muiane, estima-se que mais de 2600 funcionários continuam a aguardar as suas indemnizações, há mais de dez anos. Na altura, as minas de Muiane, Marrupino, Naipa e Murua estavam a sob gestão de uma empresa gerida pelo Governo.

O porta-voz da polícia da Zambézia, Jacinto Feliz, confirmou que se encontram detidos quatro cidadãos residentes do Gilé, acusados de serem mentores da vandalização na mina de Muiane.

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