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Angola

Automobilistas queixam-se do mau estado das estradas em Angola

Os utentes das estradas provinciais e nacionais em Angola queixam-se do elevado estado de degradação das vias rodoviárias. O Instituto Nacional de Estradas de Angola admite não ter dinheiro para conservar as estradas.

A falta de manutenção das vias não se regista apenas nas estradas primárias, secundárias e terciárias de Luanda. Também algumas estradas nacionais carecem de conservação.

A DW Africa deslocou-se ao município de Viana, um dos pontos da cidade-capital, onde os taxistas interprovinciais fazem a carga e descarga de mercadorias.

Manuel Sojamba de 36 anos fala sobre o estado da via que frequenta e questiona as políticas rodoviárias do Governo angolano. “A estrada está mesmo pobre. Do Dondo (Kwanza Norte) ao Wakukungo (Kwanza Sul) nem se fala. É como se o país não tivesse Governo”, afirmou.

Francisco João também desabafa e mostra-se preocupado com as pontes adaptadas para circulação de pessoas e bens: “Nós vivemos como se estivéssemos no tempo da escravatura. Pago os impostos, mas nem parece que estou a pagar”. Por fim, o automobilista ainda se questiona como é possível que “num país que dizem ser rico, não tenha mais pontes de madeira do tipo que se viu no filme de Chaca Zulu (filme sul-africano)”?.

INEA diz que não há dinheiro para a manutenção

De acordo com o responsável do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), António Resende, o programa de conservação tem sofrido várias interrupções desde a sua aprovação em 2012. Resende diz não haver dinheiro para a manutenção das estradas nacionais e defende a necessidade de se investir na conservação das vias.

Baumaßnahmen Platz in Huambo Angola

Obras em estradas angolanas (arquivo)

Rodrigues Kaluvi que faz regularmente o percurso Luanda-Huambo afirma que o mau estado das estradas danifica as viaturas. “De Kibala (Kwanza Sul) para Huambo a estrada está péssima. Os buracos estão a partir os para-choques. Quem frequenta e conhece a via vê que a estrada é péssima. É uma estrada sem manutenção”, lamenta.

Esta manutenção corre o risco de não ser feita tão cedo, tendo em conta o atual contexto económico angolano. Manuel Sojamba questiona qual será o destino dos valores monetários do pagamento da taxa de circulação obrigatória: “Quinta-feira fui pagar a taxa de circulação. É obrigatória, senão temos uma multa”.

Ainda o automobilista identificado apenas por S. Paulo que faz a rota Luanda-Malanje com regularidade diz que paga todos os impostos automovéis e não entende como as estradas continuam degradadas. “Pagamos o seguro, pagamos a licença, pagamos a taxa, resta-me saber o que é que eles estão a pensar”, afirmou.

Ouvir o áudio 02:34

Automobilistas queixam-se do mau estado das estradas em Angola

A MACON, empresa de transportes privada, já tinha ameaçado paralisar as suas acividades interprovinciais por mau estado das estradas nacionais.

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