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Guiné-Bissau

Auscultações para solucionar crise política na Guiné-Bissau

O Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, anunciou nesta quinta-feira (21.01) o início de uma série de encontros com as forças vivas para tentar encontrar uma saída para o impasse político no país.

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Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz

A iniciativa foi revelada num comunicado da Presidência da República em que José Mário Vaz pede contenção verbal dos atores envolvidos na contenda de modo a manterem a tranquilidade e a estabilidade do país.

O Chefe de Estado, que até aqui estava em silêncio, felicitou as Forças da Defesa e Segurança pela postura até aqui assumida e encorajou-as a manterem-se fiéis aos princípios republicanos.

José Mário Vaz também felicitou a sociedade civil e a comunidade internacional pelos esforços que estão a realizar para tentar mediar a crise. O Presidente da República pediu ainda no comunicado divulgado que os atores políticos observem as leis e as regras constitucionais da Guiné-Bissau.

Sessão na ANP suspensa por falta de segurança

Parlament in Guinea-Bissau

Assembleia Nacional Popular (ANP)

A teimosa instabilidade política persiste na Guiné-Bissau, tendo na quarta-feira (20.01), o presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá suspenso a sessão extraordinária inicialmente prevista para esta quinta-feira, alegando falta de condições de segurança para a sua realização.

Esta suspensão vai vigorar até que haja condições de segurança no hemiciclo, anunciou o presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP).

Parlamento da Guiné-Bissau arrombado por deputados

Mesmo assim e à revelia de muitos deputados, elementos do grupo parlamentar da oposição, formado pelo PRS e mais 15 deputados expulsos do PAIGC, arrombaram a porta principal do Parlamento da Guiné-Bissau, anunciaram em comunicado os serviços da ANP guineense.

O grupo terá realizado um novo encontro que serviu para agendar para 26 de janeiro um debate sobre a situação política do país.

Os 15 dissidentes do PAIGC e a bancada do PRS alegam que a suspensão decretada pelo presidente da ANP não os vincula, uma vez que já elegeram uma nova mesa do Parlamento chefiada por Alberto Nambeia, líder do partido da oposição.

Guinea-Bissau Carlos Correia

Carlos Correia, primeiro-ministro da Guiné-Bissau

Antes do anúncio feito pela presidência da República, numa reunião do Conselho de Ministros, o Governo da Guiné-Bissau responsabilizara o Presidente da República, José Mário Vaz, pelo "clima de instabilidade" no país tendo denunciado por outro lado, uma alegada intenção de deter os membros do atual executivo liderado pelo primeiro-ministro Carlos Correia.

No comunicado do Conselho de Ministros, o Governo criticava o silêncio do Presidente da República, que – e citamos o documento – tem "uma atitude não só de cumplicidade, mas também de apoio a uma tentativa de golpe institucional orquestrada pelos dirigentes expulsos do PAIGC e que, em consequência, perderam o mandato de deputado".

LGDH reúne-se com atores políticos guineenses

Também antes da nota presidencial sobre os encontros agendados com as forças vivas guineenses e após uma ronda negocial com os atores pertencentes nomeadamente ao PAIGC e ao PRS, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva apelou ao Chefe de Estado da Guiné-Bissau para se posicionar o mais rapidamente possível sobre a crise que o país atravessa.

Demonstration in Bissau

Manifestação em Bissau contra a instabilidade governamental (17.08.2015)

“O Presidente da República não pode ficar indiferente a esta crise, principalmente porque ele é o primeiro magistrado da Nação, tem por missão promover a unidade nacional e o normal funcionamento dos órgãos de soberania”.

Lembramos que durante a campanha eleitoral para as eleições gerias de 2014, todos os candidatos assinaram um compromisso com o Parlamento Infantil para em caso da vitória fosse garantida a estabilidade e o bem-estar das crianças guineenses, as primeiras vítimas de qualquer conflito.

À DW-Africa, Bacar Mané, vice-presidente do Parlamento Infantil, acusou os atores políticos de não cumprirem com o prometido. “Esta não deveria ser a atitude dos nossos pais porque quando se compromete trabalhar para o bem de uma população, todos ficam à espera que essas promessas sejam concretizadas”.

A sociedade civil guineense está chocada com o comportamento de alguns políticos guineenses e nesse ambito um grupo de mulheres tentou esta quinta-feira agendar uma audiência com o Presidente da Republica para solicitar a sua intervenção.

Ouvir o áudio 02:42

Auscultações para solucionar crise política na Guiné-Bissau

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