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Internacional

Aumenta tensão política no Zimbabué

A Comissão de Direitos Humanos do Zimbabué condena violência excessiva contra manifestantes anti-Mugabe. Partidos da oposição temem que o Presidente zimbabueano decrete o estado de emergência.

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Protesto na sexta-feira, 26 de agosto, em Harare

O clima de tensão toma conta das ruas da capital, Harare. As forças policiais têm reprimido fortemente protestos a exigir a destituição de Robert Mugabe há várias semanas. Os manifestantes acusam o Presidente zimbabueano do fracasso económico do país.

Mugabe afirmou que os protestos no Zimbabué não se transformarão numa nova versão da "Primavera Árabe", pois será reprimida toda e qualquer manifestação contra o seu Governo.

A Comissão de Direitos Humanos do Zimbabué condena a violência excessiva.

"As preocupações com a segurança não devem ser usadas como desculpa para perseguir manifestantes ou não manifestantes. Os cidadãos devem ter proteção policial e não ser alvo de brutalidade", lê-se num comunicado da comissão.

Na semana passada, pelo menos 67 pessoas foram detidas por terem participado em manifestações.

Zimbabwe Afrika Anti Regierung Protest

Manifestantes reiteram que protestos são pacíficos

"Agir violentamente é inconstitucional", diz a advogada Fadzayi Mahere, que classifica como arbitrária a reação do Estado. "O Zimbabué não é um Estado policial; não é um Estado militar. O que a polícia está a fazer não está bem".

"Um novo Zimbabué"

O ativista de direitos humanos Patson Dzamara já foi preso e espancado em várias ocasiões.

"Nós não queremos opressão; nós não queremos guerra", afirma em entrevista à DW África. "Nós acreditamos que, se quisermos construir um novo Zimbabué, um país melhor, isto só vai ser possível por meio do amor".

Os partidos de oposição temem que o Presidente Robert Mugabe decrete em breve o estado de emergência no país. O anúncio, segundo a oposição, é uma estratégia para controlar as manifestações.

Mas, segundo Morgan Tsvangirai, líder da oposição no Zimbabué, os protestos deverão evoluir para algo inesperado: "Não se sabe quanto tempo isto durará e nem para o que estamos a evoluir. O que eu posso garantir é que a raiva do povo é muito evidente. O desespero das pessoas é muito evidente. E, na minha opinião, o povo não vai ceder."

Ouvir o áudio 02:38

Aumenta tensão política no Zimbabué

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