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NOTÍCIAS

Aumenta número de pessoas afetadas pelo cancro em África

"Sim, eu consigo vencer o cancro" é o lema deste ano do Dia Mundial Contra o Cancro, que se assinala a 4 de fevereiro. Em África, continuam a faltar métodos de tratamento e profissionais especializados.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 8.2 milhões de pessoas morrem anualmente de cancro em todo o mundo, número que deverá triplicar até 2030. A maior parte das mortes, 70%, ocorre em países em desenvolvimento.

Em 2015, registaram-se 530.310 mortes de cancro em África, de acordo com a OMS. "Confirmo que o cancro é um problema de saúde pública em todo o continente [africano]. Deverá ser-lhe dada prioridade nas agendas de saúde e desenvolvimento", disse à DW Dangou Jean-marie, conselheiro regional da OMS.

De acordo com a OMS, infeções causadas pelo vírus do papiloma humano e das hepatites B e C contribuíram para o forte aumento de dois tipos de cancro em África, do colo do útero e do fígado. A OMS estima que infeções do vírus do papiloma humano causem cerca de 68 mil caso de cancro do colo de útero, por ano, em África.

Durante muito tempo, os Governos de países africanos deram mais importância ao combate HIV/SIDA, relegando para segundo plano outras doenças, como o cancro. "Na verdade, [o cancro] está a ultrapassar a SIDA como causa de morte. No passado não era. Mas agora temos de nos focar [no combate ao] cancro”, afirmou Catherine Nyongesa, responsável do Centro Oncológico Texas, uma clínica privada em Nairobi, a capital queniana.

Diagnóstico inexistente ou tardio

Em muitas regiões do continente, o cancro do colo do útero não é diagnosticado nem tratado a tempo, devido à falta de acesso a cuidados de saúde reprodutiva, rastreio eficaz e tratamento precoce.

Gambia Bevölkerung

Em muitos países africanos, o tratamento do cancro continua inacessível

"A maior parte dos casos identificados [de cancro do colo do útero] são diagnosticados em fase avançada e pouco se pode fazer. Infelizmente, mais de 80% das mortes resultam de diagnóstico tardio e inacessibilidade ao tratamento", disse Catherine Nyongesa, responsável do Centro Oncológico Texas, em Nairobi.

No Quénia, tal como em outros países africanos, os doentes têm de percorrer longas distâncias, fazer um esforço financeiro e muitas vezes esperar em longas listas para obter tratamento.

Além disso, continuam a faltar especialistas, como oncologistas e radioterapeutas. "Neste momento, temos apenas 4 enfermeiras especializadas e 14 médicos oncologistas no Quénia", afirmou Deborah Modi, diretora da Associação Oncológica do Quénia.

No Dia Mundial Contra o Cancro, Catherine Nyongesa, responsável do Centro Oncológico Texas, em Nairobi, considera que os governos africanos devem apostar na "sensibilização, prevenção, rastreio" para conter a expansão da doença no continente.

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