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Moçambique

Arquivo cinematográfico moçambicano em digitalização

“O Mundo em Imagens” é um projecto de preservação do património cultural, cujo objetivo é digitalizar o acervo do Instituto Nacional de Cinema de Moçambiqiue. Estão envoldidas universidades moçambicana e alemã.

As Universidade de Bayreuth, na Alemanha, a de Eduardo Mondlane em Moçambique e o Instituto Cultural Moçambique-Alemanha trabalham no projeto. O "Mundo em Imagens", além de ter digitalizado o "Kuxa Kanema", agora foi a vez da primeira longa metragem moçambicana “O Tempo dos Leopardos”.

Esta é a primeira longa-metragem moçambicana, retratando a luta dos guerrilheiros moçambicanos contra o colonialismo português.

Trata-se de um drama político, passado em 1971. A história anda à volta de um dirigente de um grupo guerrilheiro que é capturado e os seus colegas fazem tudo para o libertar.

Agora o filme foi digitalizado pela Universidade de Bayreuth, na Alemanha. O objetivo, tal como explica a Professora Ute Fendler da Universidade de Bayreuth, é conferir uma maior dinâmica ao acervo do Arquivo do Instituto Nacional de Cinema: "é um projeto para salvar, tratar e também trabalhar sobre a memória coletiva de Moçambique, mas também de uma herança do cinema mundial da qual faz parte o cinema moçambicano."

Ute Fendler Bayreuth

Ute Fendler, professora na Universidade alemã de Bayreuth

Acesso facilitado aos arquivos

O documentário sobre o Insitututo Nacional do Cinema "Kuxa Kanema", título que significa "o nascimento do cinema no país", começou a ser digitalizado em 2012. O objetivo era filmar a imagem do povo e devolvê-la ao povo.

Para Ute Fendler, professora perita em estudos africanos, a digitalização dos documentários e filmes poderá facilitar aos estudantes moçambicanos, a pesquisa sobre o cinema: "Algumas vezes quando dou aulas aqui na Universidade o que se pode ouvir muitas vezes é que os estudantes não têm acesso ao material, ou que não sabem muitas coisas sobre a história do cinema de Moçambique."

A produção do documentário "Kuxa Kanema" e de outros filmes produzidos nas décadas de oitenta e noventa, constituiu o momento mais alto da história do cinema em Moçambique.

Maria Manuela Rico

Maria Manuela Rico, funcionária do ministério da cultura em Moçambique

"Kuxa kanema", um testemunho

Maria Manuela Rico, do ministério moçambicano da Cultura, a respeito, referiu o seguinte: "Hoje é nosso desafio, Governo e cineastas, tudo fazermos para resgatar aquele patamar. E nesse sentido o Conselho de ministros da República de Moçambique acaba de aprovar a proposta de lei de audiovisual e cinema a ser agora apresentada na Assembleia da República para o devido tratamento."

Para a encarregada de negócios da Embaixada da Alemanha em Maputo, Tanja Wehrheit, "Kuxa Kanema" apresenta o verdadeiro testemunho da história contemporânea de Moçambique e por isso justifica: "Esta é a razão pela qual a embaixada da Alemanha em Maputo decidiu apoiar a realização deste projeto de conservação da história."

Tanja Wehrheit lembra a importância da história para o presente: "Para nós e sobretudo para as futuras gerações, para que elas também tenham a oportunidade de partilhar a história, para se lembrar dela sempre e tirar conclusões e lições para a nossa vida de hoje e amanhã."

Na primeira edição de “O mundo em Imagens”, em 2012, foram digitalizados filmes documentários que são fundamentais para a história do cinema do país. São exemplos disso os filmes ”Canta meu irmão ajuda-me a cantar” e “Mueda, memória e massacre”.

Ouvir o áudio 03:31

Arquivo cinematográfico moçambicano em digitalização

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