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Cabo Verde

Arborização é um dos quatro compromissos que Cabo Verde quer defender na COP21

Primeiro-ministro cabo-verdiano leva histórias de sucesso com energias renováveis à Conferência do Clima e defende os interesses de Estados insulares. Cabo Verde quer plantar oito milhões de árvores em 15 anos.

O primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, representa Cabo Verde na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP21), que arrancou em Paris.

A COP 21, que vai decorrer até 11 de dezembro, tem como objetivo conseguir um acordo internacional sobre a redução de emissões de gases com efeito de estufa, responsáveis pelo aquecimento global e pelas suas consequências catastróficas, nomeadamente o aumento do nível do mar.

Na agenda de José Maria Neves estão os bons exemplos de seu país na captação de água e na produção e consumo de energias renováveis. O chefe do Governo cabo-verdiano promete também alertar para as vulnerabilidades dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento.

José Maria Neves foi à COP21 com muita expetativa e esperançado que a comunidade internacional chegará a um acordo sobre as medidas que se impõem para reduzir os efeitos das mudanças climáticas. “Já há uma evolução e esperemos que esta convirja para a construção do consenso em Paris”, disse ele.

Frankreich Paris Klimakonferenz Plakate

Espalhados pela capital francesa, placares iluminados chamam atenção para a COP21

Estados insulares e o impacto das mudanças climáticas

O primeiro-ministro de Cabo Verde destacou cinco pontos, a começar pelas vulnerabilidades dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento:

“Já temos os primeiros refugiados climáticos, mas todos os pequenos Estados insulares estão sujeitos a um forte impacto das mudanças climáticas. Espero que os pequenos Estados insulares em desenvolvimento estejam bem representados [na França] para podermos apresentar as nossas propostas. Fala-se de chegar até 2° Celsius. Os pequenos Estados insulares estão a insistir de que devemos chegar [no máximo] a um e meio e não 2° C”, defende Neves.

Em Paris, líderes mundiais iniciaram as negociações para um acordo climático visando limitar o aquecimento global a dois graus Celsius até ao final do século, por referência ao período anterior à Revolução Industrial. É esta a grande meta e, para muitos, a única forma de evitar os piores efeitos das mudanças climáticas.

Poupar dinheiro

Porträt José Maria Neves

Em Paris, o primeiro-ministro cabo-verdiano José Maria Neves também pretende insistir na reciclagem e reutilização do lixo

Em Paris, Neves quer falar da experiência de Cabo Verde na produção e consumo de energias renováveis: “Usamos energias renováveis no bombeamento de água e na iluminação de espaços e territórios isolados em certas ilhas. Nos próximos anos, queremos fazer todo o bombeamento da água – dos furos que estamos realizando – com a utilização da energia renovável.”

A utilização de energias renováveis tem permitido ao Governo cabo-verdiano fazer grandes poupanças em dinheiro, como explicou Neves:

“Nos últimos anos, poupamos muito em importação de combustíveis fósseis (cerca de 400 mil euros). O valor equivale ao orçamento da Saúde que é a segunda maior despesa do Estado ou às despesas anuais de segurança social do país. Os nossos planos são ambiciosos na matéria de expandir as energias renováveis. Queremos chegar a 100% de penetração, em 2030.”

Reutilização de lixo

Outra experiência que José Maria Neves levou à conferência de Paris é a mudança de paradigma na relação do cabo-verdiano com a água, tanto na mobilização como na sua gestão e consumo.

Paris Demo Klimakonferenz

Perto da praça La République: confronto entre manifestantes e a polícia, que usou gás lacrimogêneo após ser alvo de objetos jogados pelos participantes

“Todos poderão constatar os efeitos dos grandes investimentos que também temos feito na mobilização da água, que também terá um impacto econômico muito grande no combate à pobreza porque permite a geração de rendimentos para milhares de famílias nas diferentes ilhas do país. Mas também para mudarmos a situação de grande vulnerabilidade ambiental destas ilhas.”

O primeiro-ministro cabo-verdiano insistirá, em Paris, na reciclagem e reutilização do lixo bem como anunciará internacionalmente um plano do seu Governo para a plantação de árvores tanto no meio urbano como rural.

A meta do Executivo é arborizar 20 mil hectares no horizonte de 2030 e plantar oito milhões de árvores até 2015.

Ouvir o áudio 03:26

Arborização é um dos quatro compromissos que Cabo Verde quer defender na COP21

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