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Angola

Angola: União Europeia enviará quatro peritos para as eleições

Numa conferência de imprensa, esta segunda-feira (31.07), Joaquim do Espírito Santo afirmou ainda que declarações de Ana Gomes sobre manipulação do processo eleitoral "não passam de especulações".

Angola Pressekonferenz über den Einsatz von EU-Beobachtern zu den Wahlen
(B. Ndomba)

Joaquim do Espírito Santo

O Governo angolano anunciou, esta segunda-feira (31.07), que chegou a acordo com a União Europeia (UE) para o acompanhamento das eleições gerais, depois de se ter recusado, recentemente, a assinar o memorando com a instituição. Numa conferência de imprensa em Luanda, Joaquim do Espírito Santo, diretor para África, Médio Oriente e Organizações Regionais do Ministério das Relações Exteriores angolano, afirmou que a União Europeia só deverá enviar quatro peritos para o processo eleitoral do próximo dia 23 de agosto.

O responsável acrescentou ainda que não existe nenhum "conflito" entre Angola e a União Europeia "relativamente à presença ou não da União Europeia" no país. "A UE foi convidada, é parceira do governo angolano e vai marcar a sua presença com quatro técnicos que, em nome da instituição, vão acompanhar este processo e, eventualmente, propor-nos ou aconselhar-nos naquilo que for necessário nos termos dessa observação eleitoral", afirmou.

Angola Pressekonferenz über den Einsatz von EU-Beobachtern zu den Wahlen
(B. Ndomba)

Ministério das Relações Exteriores, Luanda.

Joaquim do Espírito Santo acrescentou ainda que "a União Europeia queria ter podido estar" em Angola "mais tempo" no período das eleições. E lembrou que o país não deve aceitar as obrigações deste organismo. Segundo o governante, as exigências desta organização chocam com o que está plasmado na lei eleitoral deste país africano. "Angola não é parte da União Europeia. A UE é um parceiro importante, logo, não podíamos conceber isso, fazer exigências sobre a sua participação na observação do processo eleitoral em Angola ", defendeu o embaixador angolano. O diplomata voltou a frisar que os únicos compromissos de Angola, em matéria de observação eleitoral, são com as entidades regionais, como a União Africana, Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos, Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e Comunidade Económica dos Estados da África Central, cujos respetivos e primeiros observadores são esperados a partir desta segunda-feira (31.07).

Ana Gomes "não é angolana"

Ouvir o áudio 02:55

Angola: União Europeia enviará quatro peritos para as eleições

Na semana passada, em entrevista à DW África,  a eurodeputada Ana Gomes disse que o "Governo angolano não quer observação porque vai manipular o processo".  Joaquim do Espírito Santo afirmou que estas declarações "não passam de especulações" e garantiu que o governo de Angola não tem intenções de manipular as eleições.  "Esse processo diz respeito aos angolanos.  Portanto, são os angolanos que devem nos preocupar. A eurodeputada não é angolana, é portuguesa, é membro de uma instituição que é parceira do governo angolano", disse Espírito Santo, exigindo que Ana Gomes respeite o Estado Angolano. 

"Respeitamo-la como tal e esperamos que ela também respeite este grande país, respeite este grande povo. Não vou fazer pronunciamento sobre especulações que alguém que não é angolana, venha fazer sobre o nosso processo", afirmou.

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