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Angola

Angola: O convite aos observadores europeus que nunca chega

Angola poderá convidar observadores da UE em cima da hora exatamente para não facilitar a missão, adivinha eurodeputada Ana Gomes. Ela diz isso depois da preocupação levada pelo padre Pio Wacussanga ao Parlamento Europeu

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Eurodeputada Ana Maria Gomes

O padre Pio Wacussanga esteve esta quarta-feira (07.06.) no Parlamento Europeu para denunciar o que chama de abuso dos direitos humanos em Angola. Em Bruxelas, o religioso que se destacou na luta contra a fome no sul de Angola, também levou uma preocupação relativa às eleições gerais previstas para 23 de agosto de 2017.

O líder religioso exemplifica: "O assunto das mudanças políticas em Angola e das eleições, de como nós a sociedade civil estamos a encarar o processo. Estamos preocupados com o facto de até agora o Governo angolano não ter credenciado os observadores europeus para irem às eleições. E se não forem credenciados a tempo, com os desafios logísticos que isso implica é um problema sério", disse Wacussanga em entrevista à DW África.

Bonn Padre Jacinto Pio Wacussanga aus Angola

Padre Jacinto Pio Wakussanga

Wacussanga pede respeito pelos acordos

O padre da Arquidiocese do Lubango sublinha que não se trata de nenhum ato de espionagem, recordando que há acordos internacionais dos quais Angola e a União Europeia são signatários e que preveem o reforço das instituições democráticas e dos direitos humanos, citando o Acordo de Cotonou.

Por sua vez, o Parlamento Europeu está a acompanhar a situação em Angola, como garante a eurodeputada portuguesa Ana Gomes: "Sabemos que a União Europeia está a considerar a possibilidade de mandar uma missão eleitoral a Angola para a observação das eleições, mas obviamente isso está dependente do Governo [angolano] fazer um convite que até hoje (07.05.) ainda não veio. Sabemos que as forças da oposição e da sociedade civil pedem essa missão. Mas o Governo não fez o pedido oficialmente e nem se comprometeu."

Luanda tem intenção de dificultar?

Ouvir o áudio 02:38

Angola: O convite aos observadores europeus que nunca chega

No começo de maio uma missão da União Europeia manifestou em Luanda a intenção de monitorar as eleições em Angola muito antes do processo de votação. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Angola sublinhou que para tal era necessário um convite de alguns órgãos nacionais e do Presidente da República e que também tudo isso obedecia aos prazos que estão estabelecidos na lei. Mas até ao momento não houve nenhum avanço de Luanda sobre o assunto.

E o tempo voa. Ana Gomes diz que "há um tempo útil, porque obviamente se as eleições são a 23 de agosto a missão para ser útil teria de estar lá no príncípio de julho. Diríamos que até ao fim deste mês seria o tempo limite e admito que o convite venha no prazo limite para não facilitar a dita missão de observação."

A eurodeputada Ana Gomes adiantou que os 28 estão a receber informações de diferentes fontes sobre o processo eleitoral angolano, destacando por isso a importância das informações do padre Pio Wacussanga.

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