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Angola

Angola no foco das empresas brasileiras na ANUGA

Apesar da dificuldade de entrada dos produtos estrangeiros em Luanda, os exportadores afirmam que o lucro ainda é alto. A maior feira de alimentos e bebidas do mundo foi realizada nesta semana em Colônia, na Alemanha.

Para as 73 empresas brasileiras que participaram do evento, o foco dos negócios na indústria agro-industrial está na África e na Ásia. Em 2012, o continente africano ultrapassou os países europeus em importações de carne de frango do Brasil. Foram 598 mil toneladas, 25% a mais do que o volume exportado para a Europa.

Anuga 2013 brasilianische Produkte

Mais de 70 empresas brasileiras divulgaram produtos na feira internacional

Entre os países africanos de língua portuguesa, Angola é protagonista na mudança desse cenário. O país é o segundo maior importador dos produtos brasileiros no setor. “A Europa subsidia a produção, subsidiava a exportação e ficava segurando o Brasil em um sistema de cotas. A África faz um movimento contrário ao garantir um produto com preço razoável ao consumidor”, explica o diretor de mercados da União Brasileira de Avicultura, Ricardo João Santin.

Angola é o 20º país que mais importa carne bovina no mundo. Em Moçambique e Cabo Verde, o mercado ainda é incipiente para o Brasil devido à competição com Namíbia, África do Sul e Botsuana. “O consumo de carne é muito relacionado com renda per capita. A Angola tem se desenvolvido, tem uma indústria petrolífera atuante. Tudo isso incrementa a demanda”, afirmou o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, Fernando Sampaio.

Anuga 2013 brasilianische Produkte

Angola prefere importar do Brasil produtos de confeitaria feitos com frutas tropicais

A proximidade com o gosto sul-americano impulsiona as exportações da confeitaria do Brasil. “Os angolanos são muito fãs de produtos de confeitaria, principalmente, os que são feitos com frutas. Caramelo, bala, chiclete e pirulito de frutas são os preferidos”, conta a vice-presidente de exportação da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados, Solange Isidoro.

Barreiras de importação

Em 2012, o Brasil enviou mais de 6 milhões de unidades de produtos de confeitaria para Angola, apesar das dificuldades de distribuição. “O principal problema que temos com o mercado africano é a falta de liberação de capital para as importações. No ano passado, houve atrasos de até três meses no pagamento. Mesmo assim vale a pena, porque o retorno é grande”, argumenta o especialista em exportações para África e Oriente Médio, Fabrício Bertolli.

Angola Hafen von Luanda

Apesar das barreiras no Porto de Luanda, os investidores afirmam que o retorno ainda é grande

Para a vice-presidente da Portugal Foods, Ana Raquel Vieira de Castro, os países que exportam produtos para Angola já entenderam que essas barreiras são naturais. “Eu creio que as pessoas já assumiram que o entrave é para ficar e, portanto, já estão a lidar com o processo de forma natural. Hoje em dia, é um fato”, afirmou.

Cerca de 40 empresas de Portugal participaram da 32ª edição da ANUGA. A maior feira de alimentos e bebidas do mundo reuniu quase 7 mil expositores na cidade de Colônia, na Alemanha, entre domingo e esta quarta-feira (10.10).

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Angola no foco das empresas brasileiras na ANUGA

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