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Angola

Angola: João Lourenço confirma saída da Odebrecht da mina de Catoca

Venda de ações da empreiteira brasileira, envolvida em casos de corrupção em vários países, incluindo Angola, foi um pedido da própria empresa. Participações russa e angolana na mina crescem com o negócio.

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Filial da Odebrecht em Angola, na província de Benguela

Em Angola, o Presidente João Lourenço autorizou a venda da participação de 16,4% da Odebrecht – empreiteira envolvida em escândalos de corrupção dentro e fora do Brasil – na Sociedade Mineira de Catoca, que explora a quarta maior mina de diamantes a céu aberto do mundo, localizada no leste angolano.

O negócio foi acordado pelos sócios da mina em agosto de 2017, antes ainda das eleições gerais de Angola, mas foi só promulgado por decreto presidencial no dia 4 de janeiro, a que a agência de notícias Lusa tece acesso nesta quarta-feira (10.01).

Segundo a agência estatal angolana, a Angop, citando o decreto assinado por João Lourenço, "a Odebrecht Angola  manifestou   a intenção  de alienar a sua quota no capital social de Catoca de forma a concentrar-se em seus projetos de infraestruturas".

A mina de Catoca está avaliada em mais de 1.500 milhões de euros, pelo o que, segundo a Lusa, a quota da Odebrecht pode valer mais de 250 milhões de euros. A Empresa Nacional de Prospecção, Exploração, Lapidação e Comercialização de Diamantes de Angola (Endiama), porém, não confirmou os valores quando contactada pela agência de notícias.

Participações russa e angolana crescem

Entretanto, o decreto assinado por Lourenço também não avança valores para este negócio, referindo apenas que a participação do grupo brasileiro, através da sua sucursal na Alemanha, a Odebrecht Mining Services Investiments GmbH, passa a ser da empresa Wargan Holding, comandada pelo grupo Alrosa PJSC, da Rússia, que já opera a mina de Catoca.

Da mesma forma, o documento presidencial estabelece que a participação da Wargan Holding deve ser dividida em partes iguais entre a Alrosa e a Endiama.

Com a saída do grupo brasileiro, a Sociedade Mineira de Catoca passar a ter como acionistas a Endiama e a Alrosa, ambas com 41% de participação, e os chineses da LL International Holding BV, que detém 18% das ações da mina.

Em operação há 20 anos, a Sociedade Mineira de Catoca é responsável por 75% da produção diamantífera anual em Angola.

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