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Angola

Angola: Fecho de colégio turco "não tem nada a ver com pressões"

Ministro do Interior não revela pormenores, mas diz que o encerramento de um colégio turco em Luanda se deveu a questões graves. Ângelo da Veiga Tavares pediu desculpa pela forma como o processo foi gerido.

Questões de "bastante gravidade" levaram ao fecho do Colégio Esperança Internacional, na semana passada. A garantia é do ministro angolano do Interior, Ângelo da Veiga Tavares, que lamentou também a forma como o processo foi gerido.

Pais, alunos e trabalhadores do colégio contestaram a ordem presidencial para fechar a instituição e expulsar os docentes e funcionários de nacionalidade turca. Os encarregados de educação ameaçaram inclusive realizar protestos junto ao Ministério da Educação até que as autoridades recuem na decisão.

Ângelo da Veiga Tavares reconheceu na terça-feira (14.02) que houve "alguma irregularidade" no processo de encerramento, mas assegura que os alunos não serão esquecidos.

"Temos a humildade de publicamente pedir desculpas aos pais e aos alunos na certeza de que tudo está ser feito para que os alunos não sejam prejudicados, aliás, essa orientação é uma orientação inicial", disse o ministro, citado pela agência de notícias Lusa.

Fethullah Gulen

Clérigo Fethullah Gülen é acusado de estar por trás do golpe de Estado falhado de julho de 2016

O que levou ao encerramento?

Ângelo da Veiga Tavares acrescentou que o encerramento "tem a ver com questões de natureza factual".

"A questão que fez com que o Governo tomasse a decisão do encerramento do colégio é uma questão de bastante gravidade, não tem nada a ver com quaisquer pressões que o Governo angolano vem sofrendo de qualquer país", referiu o governante angolano, sem adiantar detalhes.

A decisão de Luanda de encerrar a escola turca levantou suspeitas de uma alegada pressão do regime turco, que tem estado a realizar uma purga aos apoiantes do movimento do clérigo turco Fethullah Gülen, acusado por Ancara de planear a tentativa de golpe de Estado de julho do ano passado.

O jornal angolano O País noticiou na terça-feira que dois professores do Colégio Esperança Internacional estão a ser julgados na 14.ª secção do Tribunal Provincial de Luanda.

O diário, que cita uma fonte judicial conhecedora do processo, revela que os cidadãos turcos estão a ser julgados desde janeiro por alegadas atividades associadas ao branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo internacional e associação a movimento de cariz ideológico, com ligações à tentativa de golpe de Estado falhada na Turquia.

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