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Angola

Angola faz balanço positivo da liderança da região dos Grandes Lagos

Presidente angolano, João Lourenço, destacou em Brazzaville, o empenho de Angola nos esforços para ultrapassar as crises políticas e militares na Região dos Grandes Lagos nos últimos quatro anos.

Brazzaville Kongo (Getty Images/AFP/M. van der Belen)

Uma rua da cidade de Brazaville, capital da República do Congo

O chefe de Estado angolano discursou esta quinta-feira (19.10.) na sétima cimeira de chefes de Estado e do Governo da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), que se realizou na capital da República do Congo - que hoje assumiu a presidência rotativa -, tendo realçado o apoio, nos dois mandatos à frente da organização, prestado por países da região, da União Africana, Organização das Nações Unidas e União Europeia.

João Lourenço procedeu ao balanço de dois mandatos consecutivos de Angola na liderança da CIRGL, que assumiu em janeiro de 2014, e frisou que os esforços em torno da República Democrática do Congo (RDC) visaram sobretudo colocar fim à presença de forças negativas que fomentavam o caos no leste daquele país vizinho ao território angolano.

Segundo João Lourenço, sob a presidência do ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos, "foi feito um grande trabalho" para se tentar pôr fim à presença em território da RDC das Forças Democráticas de Libertação do Ruanda (FDLR) e para o desmantelamento das milícias congolesas (M23).

ANGOLA Verteidigungsminister João Lourenço (L) (Getty Images/AFP/A. Rogerio)

João Lourenço, Presidente de Angola

"Ainda que a situação não esteja totalmente normalizada registaram-se progressos substanciais que levaram ao estabelecimento de um diálogo nacional entre o Governo, os partidos da oposição e outras forças da sociedade civil, no sentido de se criar um clima propício para a realização de eleições em tempo oportuno", disse João Lourenço.

Primeira deslocação ao estrangeiro de João Lourenço

Esta foi a primeira deslocação ao estrangeiro de João Lourenço, depois de ter sido investido nas funções de Presidente angolano, tendo destacado na ocasião o sucesso alcançado na República Centro-Africana, com a realização de uma transição política exemplar, que culminou com a eleição do atual chefe de Estado.

"É importante agora que se ultrapassem as divergências inter-religiosas ainda existentes, para que a República Centro-Africana possa encontrar finalmente a via do desenvolvimento e do progresso social", referiu.

Relativamente ao Burundi, o Presidente angolano apontou o diálogo inclusivo entre o Governo e as forças vivas da sociedade, com vista a ultrapassar a crise pós-eleitoral, derivada da interpretação da Constituição do país sobre os mandatos presidenciais, registando-se nos últimos meses alguma estabilidade.

"Na república do Sudão do Sul, a situação mantém-se estacionária, e a nossa organização tem desenvolvido vários esforços para que haja um entendimento entre o Governo central e as forças que o contestam", disse.

População sofre nas áreas de conflito

Mission der Vereinten Nationen in der Demokratischen Republik Kongo MONUC (Getty Images/AFP/P. Moore)

Militares da MONUSCO na RDC

João Lourenço condenou "com veemência" o ataque ocorrido a 09 de outubro deste ano na Missão de Manutenção de Paz das Nações Unidas (MONUSCO), no Kivu Norte, que matou dois capacetes azuis e o feriu 18 tanzanianos. Acrescentou que ataques desta natureza em nada contribuem para a manutenção do clima de paz e reconciliação e só agravam os grandes problemas ainda existentes, prolongando o sofrimento das populações residentes nas áreas de conflito.

"Durante estes últimos quatro anos, a república de Angola esforçou-se por acolher, no espírito das relações de amizade e boa vizinhança e superando mesmo as suas dificuldades decorrentes da crise económica e financeira internacional, milhares de refugiados congoleses, fugidos de uma guerra desnecessária e cruel, esforço esse que mereceu o reconhecimento das instâncias internacionais", referiu.

Angola entrega agora a presidência à República do Congo da CIRLG, organização que integra ainda o Burundi, a República Democrática do Congo, República Centro-Africana, Quénia, Uganda, Ruanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia. 

 

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