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Angola

Angola entre os dez piores países para investir

Relatório do Banco Mundial aponta os países onde é mais fácil fazer negócios. No âmbito dos PALOP, Cabo Verde é o país mais favorável para os investimentos.

Nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), por exemplo, é mais fácil fazer negócios em Cabo Verde, na Guiné-Bissau, ou em São Tomé e Príncipe do que em Angola. O país está na lista das dez nações mundiais onde é mais difícil estabelecer um investimento, segundo o ranking "Doing Business", do Bando Mundial, divulgado nesta quarta-feira (26.10).

No relatório "Doing Business 2017- Igualdade de Oportunidades para Todos", que avalia 190 países, conclui-se que 137 países realizaram reformas para melhorar o ambiente de negócios em 2015/16, mais 20% do que no ano passado. Apenas um terço dos países lusófonos conseguiram alcançar essas melhorias. Dentre eles São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, em África. 

O relatório inclui um ranking dos 190 países, liderado pela Nova Zelândia, que com uma classificação de 87,01 pontos surge como a economia onde é mais fácil fazer negócios. No fim da lista surge a Somália, com uma pontuação de 20,29.

Angola entre os dez últimos

Entre os 10 últimos do ‘ranking' encontra-se Angola, com 38,41 pontos e na 182.ª posição. Entretanto, o país aparece entre os Estados que aboliram ou reduziram o capital mínimo requerido para a constituição de uma empresa e entre os que reduziram outros impostos para além dos impostos sobre o trabalho e sobre o lucro.

Cashew-Kooperative in Guinea-Bissau

Na Guiné-Bissau, cooperativa trabalha no beneficiamento de caju

No âmbito dos PALOP, São Tomé e Príncipe (162) e Guiné-Bissau (172) foram as duas únicas economias que viram melhorar a sua classificação no 'ranking' Doing Business.

Sobre o caso são-tomense, o relatório destaca a introdução de um salário mínimo para o setor privado. O país aparece no ranking com 46,75 pontos.

Em relação à Guiné-Bissau, (41,63 pontos), o Banco Mundial ressalta a introdução de um novo procedimento conciliatório para as empresas em dificuldades financeiras e um processo de liquidação preventiva simplificada para as empresas pequenas, que facilitou a resolução das situações de insolvência.

Cabo Verde entre os melhores

Arbeit in Mosambik (Madalena Sampaio)

Moçambique aparece em 137.ª posição no 'ranking' do Banco Mundial

Ainda no âmbito dos PALOP, Cabo Verde (129.ª) é a economia mais bem classificada, recolhendo um total de 55,28 pontos. Os autores do relatório sublinham que o país estabelceu um seguro de desemprego para trabalhadores com um período contributivo de pelo menos seis meses. O relatório também cita Moçambique, que aparece em 137.º lugar, com 53.7 pontos.

Ao analisar o ranking a partir da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Portugal é o que apresenta a melhor classificação com 77,4 pontos (125.ª), embora tenha descido duas posições em relação ao ano passado.

O Brasil é o segundo país lusófono mais bem classificado no 'ranking', onde surge em 123.ª posição, abaixo da 116.ª que alcançara no último relatório.

Angola (182), Guiné Equatorial (178) e Timor-Leste (175) são os países lusófonos com piores ambientes de negócios, estão todos entre os 15 últimos e nenhum dos três sofreu melhorias face ao ano passado.

Relatório

O relatório "Doing Business", um dos mais influentes do Banco Mundial, observa como os países buscam favorecer o ambiente de negócios, a partir da redução dos custos e da complexidade de criar uma empresa.

Como exemplo, desde que começou a ser feito o relatório, em 2003, eram necessários em média, no mundo, 51 dias para começar um negócio, tempo que agora foi reduzido quase pela metade, em torno de 21 dias.

Os governos dos países utilizam o "Doing Business" como carta de apresentação na hora de atrair investimentos privados.

 

Assistir ao vídeo 03:19

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