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Angola

Angola: Campanha eleitoral arranca oficialmente no domingo

Os partidos que concorrem às eleições gerais em Angola afirmam ter todas as condições para o arranque da campanha eleitoral.

As atividades das formações políticas iniciam oficialmente este domingo (23.07), 30 dias antes do pleito, marcado para 23 de agosto, mas os todos começam a realizar os trabalhos neste sábado (22.07).

Depois de terem realizado a pré-campanha, o que permitiu aos partidos percorrerem as 18 províncias que constituem Angola, as forças políticas que pretendem governar o país começam, neste sábado (22.07), a apresentar com mais vigor as suas promessas eleitoralistas que visam conquistar os votos dos mais de nove milhões de eleitores angolanos.

A campanha de cada candidato

A Aliança Patriótica Nacional (APN) concorre pela primeira vez, apesar do seu presidente, Quintino Moreira, ter já participado nas eleições de 2008 e 2012 com a extinta Nova Democracia. A APN vai fazer a abertura da campanha na província do Uíge, norte do país.

Ouvir o áudio 03:27

Angola: Campanha eleitoral arranca oficialmente domingo

O porta-voz do partido, José Oscar, disse que, entre as várias atividades que vão ser realizadas, o ponto mais alto será a apresentação do manifesto eleitoral. "Sábado vamos apresentar o nosso candidato a Presidente da República e também o nosso manifesto eleitoral. Escolhemos a província do Uíge por ser uma das praças eleitorais do nosso partido", disse José Oscar à DW África.

A Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) vai começar a campanha no dia 27 de julho, em Cuito, capital da província do Bié, centro do país. Mas antes disso, segundo o porta-voz do partido independista, João Silva, a FNLA vai realizar um encontro com as mulheres, neste sábado (22.07), e planeia realizar uma marcha em Luanda.

O partido vive um conflito interno que já dura há uma década. No entanto, para João Silva, este "é o ano da FNLA, porque é um partido histórico,cujo primeiro programa foi libertar o país do colonialismo e que quer agora implementar o seu maior programa".

A FNLA destaca a necessidade de resolver questões sociais: "cabe ao eleitorado eleger-nos para depois resolvermos principalmente os problemas socias", afirma João Silva.

Angola - Wahlmanipulation (DW/N. Sul D'Agola)

Da esquerda para a direita: Lucas Ngonda (FNLA), Abel Chivukuvuku (CASA-CE), Isaias Samakuva (UNITA) e Benedito Daniel (PRS) (maio de 2017)

Província de Huíla é o centro da campanha para as eleições

O Partido de Renovação Social (PRS) marcou a abertura oficial da campanha eleitoral para sábado (22.07), na província da Huíla, sul do país. O ato de massa vai contar com a presença do cabeça-de-lista, Benedito Daniel, eleito presidente do partido em maio.
A província da Huíla foi também escolhida para arranque da campanha pela Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE). A atual terceira força política em Angola realizou, na manhã desta sexta-feira (21.07), o lançamento do seu programa de governação. No sábado (22.07), o líder Abel Chivukuvuku vai discursar perante os seus militantes e potenciais eleitores.

Segundo Lindo Bernardo Tito, um dos vice-presidentes da CASA-CE, a sua organização conquistou durante os últimos quatro anos vários militantes. No entender do político, a coligação liderada por Chivukuvuku é a única alternativa credível para a governação em Angola, "porque ela assegura assegura uma mudança positiva, pacifica, inclusiva, ordeira e segura".

"É preciso ensinar como o cidadão deve votar"

No dia seguinte, 22 de julho, Isaías Samakuva lidera o comício previsto para o município do Cacuaco, nos arredores da capital, zona, onde o partido do Galo Negro tem muito simpatizantes.

Angola - Poster Wahllokal 1266 in den allgemeinen Wahlen

Nove milhões de angolanos são chamados a votar a 23 de agosto

Isaías Samakuva terminou esta sexta-feira (21.07) a sua atividade de caráter político em Huíla. O líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) pede que haja tolerância entre os políticos nesta fase da campanha. "É preciso que haja campanha e a tolerância é importante para que o nosso processo eleitoral corra bem. Por isso, apelamos primeiro às autoridades, sobretudo àquelas que conduzem o processo, para que façam tudo de acordo com a lei", disse o político angolano.

Já o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder em Angola desde 1975, escolheu o Huambo para o arranque da campanha eleitoral, liderada por João Lourenço.

O partido que governa Angola há mais de 40 anos continua a caça ao voto da população. O secretário do MPLA na província do Bengo, João Bernardo de Miranda, instruiu os seus militantes a não desistirem de conquistar novos eleitores. "Não tenhamos receio. Temos de ir aos mercados. Temos de bater à porta do vizinho e passar a mensagem do MPLA, mas não basta só passar a mensagem, é preciso também ensinar como o cidadão deve votar", disse João Bernardo de Miranda.

Campanha na televisão e rádio

No dia 23 de julho começam as emissões de tempos de antena na rádio e televisão públicas.

Angola Julia Ferreira (DW/Nelson Sul de Angola)

Júlia Ferreira, porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral em Angola

A porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) em Angola, Júlia Ferreira afirmou que nenhum partido político deve promover mensagens que gerem violência nos programas que serão emitidos na televisão e na rádio.

"Queremos acautelar situações que possam pôr em causa a paz social, nomeadamente através do conteúdo dos programas que vão ser difundidos na rádio e na televisão", defende Júlia Ferreira.

A porta-voz da CNE apela ao cumprimento da lei: "há uma série de aspetos que na lei são proibidos, nomeadamente atos que indiciem crimes de difamação, crimes de injúria, calúnia, atos que possam promover o incitamento à violência ou atos que ponham em causa a ordem social".

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