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NOTÍCIAS

Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau saúdam Guterres no topo das Nações Unidas

Conselho de Segurança deve aprovar, esta quinta-feira (06.10), recomendação "por aclamação" de António Guterres para secretário-geral das Nações Unidas (ONU). Representantes dos PALOP elogiaram o diplomata e a indicação.

USA Antonio Guterres in New York (Getty Images/AFP/K. Betancur)

António Guterres

Na sexta votação para a eleição do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), esta quarta-feira (05.10), o ex-primeiro ministro português, António Guterres, recebeu luz verde: 13 votos a favor, duas abstenções e nenhum veto dos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU.

Na votação em que, pela primeira vez, se soube o sentido de voto dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, quatro deram voto favorável e apenas um emitiu um voto sem opinião, segundo agências internacionais.

Vários organismos, como a União Europeia e organizações não governamentais internacionais, já saudaram a vitória de António Guterres e a forma como decorreu até agora o processo de eleição do secretário-geral que irá substituir Ban Ki-moon.

USA Sitzung des UN-Sicherheitsrats (picture-alliance/dpa/A. Shcherbak)

Reunião do Conselho de Segurança da ONU

Expectativa positiva no mundo lusófono

Na comunidade lusófona ouviram-se já também palavras de elogio, como as de Georges Chikoti, ministro dos Negócios Estrangeiros de Angola.

"Esta eleição é muito importante para África, para a [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] CPLP, para Angola e para a comunidade internacional em geral. O engenheiro Guterres tem sido um lutador incansável pelas causas importantes da comunidade internacional, em particular dos refugiados," defendeu Chikoti.

Angola cumpre atualmente um mandato de dois anos como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU. À semelhança de outros países do continente, reclama para África um assento permanente naquele órgão. O chefe da diplomacia angolana espera ver mais dirigentes africanos com papel ativo na organização.

"Temos a certeza que nessa qualidade [de secretário-geral] ele vai olhar muito para África e para Angola em particular. Queremos esperar que ele consiga promover alguns quadros importantes do continente africano, particularmente da lusofonia," avaliou Georges Chikoti.

Ban Ki-moon UN Generalsekretär (REUTERS)

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon

Também o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Baciro Djá, classificou como "uma grande vitória" a eleição de António Guterres para secretário-geral das Nações Unidas.

"Um homem sensato, inteligente, equilibrado e que vai conseguir compreender as dinâmicas existentes na nova ordem política internacional. O Governo da Guiné-Bissau e certamente o povo da Guiné-Bissau estão felizes. Desejamos que o engenheiro Guterres tenha sucesso e que possa, de facto, traduzir na prática as reformas que o sistema das Nações Unidas precisa, já há muito tempo," considerou.

Em Cabo Verde, Janira Hopffer Almada, presidente do maior partido da oposição, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), saudou, através da rede social Facebook, a indicação do ex-primeiro-ministro português para o mais alto cargo da ONU, elogiando as suas qualidades e percurso. Também naquela rede social, o ex-primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, disse que se trata de "uma realização histórica".

Ouvir o áudio 03:30

Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau saúdam Guterres no topo das Nações Unidas

A resolução que confirmará o nome de António Guterres deverá ser aprovada esta quinta-feira (06.10) pelo Conselho de Segurança e depois seguirá para aprovação na Assembleia Geral da ONU, que vai tomar a decisão final, por maioria simples de votos.

O novo secretário-geral da organização substitui Ban Ki-moon e entra em funções a 01 de janeiro de 2017. 

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