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Moçambique

Algumas brigadas de recensemento não funcionam na Gorongosa

Em Moçambique começou esta segunda-feira (28.04) o recenseamento eleitoral no distrito da Gorongosa, província de Sofala. Mas uma troca de tiros deixou algumas brigadas de fora.

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Brigada de recenseamento eleitoral em Nampula, Moçambique

O recenseamento com vista às eleições gerais de 15 de outubro próximo conhece um novo desenvolvimento esta segunda-feira (28.04), quando faltam dois dias para o seu termo, com o início do censo em zonas afetadas pelo conflito militar.

O recenseamento naquele local só se tornou possível depois de um entendimento alcançado na última semana entre as partes beligerantes, nomeadamente o Governo da FRELIMO e a RENAMO.

Espera-se que este arranjo abra agora uma janela para a inscrição de muitos cidadãos em idade eleitoral, incluindo o líder do maior partido da oposição, Afonso Dlakhama, que se supõe esteja acantonado na Gorongosa.

As equipas deveriam trabalhar nas regiões de Casa Banana, Vunduzi, Nhataca, Chionde, Tsikiri, Mussikazi, Piro e Mukodza, sob proteção exclusiva dos homens armados da RENAMO, por exigência deste partido.

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Afonso Dhlakama, líder da RENAMO

Troca de tiros deixa eleitores de fora

Entretanto, uma troca de tiros entre as forças de segurança e os homens da RENAMO impediu no último fim de semana a entrada de algumas brigadas de recenseamento nalgumas áreas do distrito.

Das 22 brigadas, ou mesas de recenseamento, que são constituídas por várias equipas, 8 não estão a funcionar até agora, informa o diretor do STAE, Secretariado Técnico de Admnistração Eleitoral, da província de Sofala, Celso Chimoio.

De acordo com informações avançadas por ele "o admnistrador do distrito da Gorongosa disse que não há condições para colocar à disposição das equipas o material necessário para o recenseamento."

A decisão foi tomada depois do confronto da sexta-feira (25.04), que fez dois feridos, atualmente hospitalizados.

O diretor do STAE em Sofala garante que, apesar de tudo, cerca de 86% dos eleitores já estão resenceados no distrito da Gorongosa.

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Soldados governamentais feridos num dos confrontos com homens da RENAMO em abril de 2013

Tudo a correr bem em terreno permitido

Uma missão da Comissão Nacional de Eleições, CNE, deslocou-se no fim de semana à sede do distrito de Gorongosa onde já se encontra a maior parte das brigadas.

No local, Meque Brás, que é o segundo vice-presidente da CNE, disse "viemos orientar os órgãos locais na Gorongosa para que de facto ponham as brigadas no terreno."

Estar recenseado é condição para o exercício do direito de votar ou ser eleito nas eleições gerais de 15 de outubro próximo.

Mas, a RENAMO vinha alegando a falta de condições de segurança para o recenseamento do seu líder, Afonso Dlakhama, que se encontra supostamente acantonado nas montanhas da Gorongosa desde que as forças governamentais atingiram a sua base em Satunjira em outubro do ano passado.

Com o arranjo alcançado para o envio das brigadas à Gorongosa esta situação poderá ficar ultrapassada.

Espera-se também que abra espaço para a inscrição de muitos cidadãos em idade de votar assim como de militares das forças governamentais e de homens armados da RENAMO que se encontram na Gorongosa.

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Eleitor da Gorongosa a votar nas autárquicas de 2013

RENAMO quer alargamento do prazo

As brigadas deverão trabalhar a todo o gás de modo a concluir o recenseamento num período de dois dias. A RENAMO exigiu já a prorrogação do prazo do recenseamento, que termina esta terça-feira (29.04), mas a Comissão Nacional de Eleições ainda não respondeu positivamente.

Para Meque Brás "a maior preocupação é com a população de Gorongosa que está neste momento sem recensear. E porque o líder da RENAMO está no distrito da Gorongosa, quer as forças armadas de defesa de Moçambique, quer os homens da RENAMO também precisam ser recenseados e assim poderem exercer o seu direito de voto."

Por isso o responsável garante: "Queremos criar condições para que todas as partes tenham as mesmas oportunidades. Estaríamos satisfeitos se ao nível do país todas as brigadas funcionarem."

O líder da RENAMO, Afonso Dlakhama, tinha advertido na última semana que não permitiria a realização de eleições sem a participação do seu partido.

Muitos setores têm defendido que a participação da RENAMO nos processos eleitorais é incontornável para a democracia no país. Estima-se que cerca de 80% dos eleitores já se recensearam este ano no país.

Ouvir o áudio 02:57

Algumas brigadas de recensemento não funcionam na Gorongosa

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