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Internacional

Alemanha lidera Missão Europeia no Mali

As Forças Armadas alemãs assumiram o controlo da Missão de Formação Europeia no Mali, esta terça-feira (28.07). Plano inclui treino sobre como lidar com armas, armazenar munições ou detectar armadilhas.

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Soldados alemães numa formação de militares malianos, em Koulikoro (2013)

A cerimónia de tomada de posse das Forças Armadas da Alemanha (Bundeswehr, em alemão) no comando da Missão de Formação Europeia no Mali (EUTM, na sigla em inglês), contou com a presença da ministra da Defesa alemã, esta terça-feira (28.07), em Bamako.

O brigadeiro-general alemão Franz Pfrengle está agora à frente da missão que conta com 600 soldados de 26 países. Atualmente, cerca de 160 soldados alemães já integram a missão de treinamento no sul do país, número que deverá chegar às duas centenas até meados de agosto. O objetivo da EUTM é tornar o exército maliano capaz de defender o próprio território, sem ajuda externa.

Ursula von der Leyen, ministra alemã da Defesa, acredita que a missão de formação trará mais estabilidade não apenas ao Mali, mas a toda a região da África Ocidental. "Nós sabemos que nada irá dissuadir as pessoas de embarcarem em perigosas viagens para a Europa, a não ser que tenham perspectivas no seu próprio país, que vejam um futuro aqui [no Mali] e que queiram ficar e contribuir para o desenvolvimento do país", declarou Von der Leyen durante o evento.

Mali Besuch Bundesverteidigungsministerin Ursula von der Leyen

A ministra da Defesa alemã, Ursula von der Leyen (à esq.), foi recebida pelo chefe da MINUSMA, Mongi Hamdi (à dir.), em Bamako

Desafios no terreno

Perspectivas que não se vislumbram há muito tempo. O Mali enfrenta inúmeros problemas, como pobreza, falta de oportunidades e terrorismo. A situação agravou-se depois do golpe de Estado em 2012, com a rebelião de grupos tuaregues e islâmicos no norte do país. A operação militar internacional lançada em 2013 trouxe melhorias. Mas no norte, são ainda frequentes os combates entre o exército maliano e rebeldes.

Pouco antes da cerimónia de tomada de posse, Von der Leyen encontrou-se com representantes tuaregues para falar sobre o tráfico de armas e de drogas pelos grupos radicais islâmicos do qual dependem para financiar as suas atividades.

As esperanças de um futuro mais estável para o Mali estão depositadas no acordo para a reconciliação e paz assinado, no mês passado, entre o Governo e a Coordenação dos Movimentos de Azawad (CMA), que integra os principais grupos rebeldes do norte do Mali.

Von der Leyen advertiu que os terroristas tentarão perturbar o processo, considerando ser "ainda mais importante que o exército maliano se torne potente".

Tuareg Rebellen unterzeichnen Friedensabkommen in Bamako

O Presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita (à esq.), e o vice-presidente da Coordenação dos Movimentos de Azawad, Mahamadou Djery Maiga (à dir.), após a assinatura do acordo para a reconciliação e paz (junho de 2015)

Muito trabalho pela frente

As Forças Armadas da Alemanha têm um mandato de 10 meses à frente da Missão de Formação e os oficiais alemães não acreditam que consigam deixar o Mali em breve, como afirma Markus Milde, oficial do exército alemão que participa na Missão Integrada da ONU para a Estabilização do Mali (MINUSMA).

"Temos falta de soldados que possam sair em patrulha. Estamos agora ocupados com a construção de casernas. Assim que esta etapa esteja terminada, dentro de algumas semanas ou mesmo meses, poderemos enviar mais soldados para o terreno", explica Milde.

Com base no norte do país, a MINUSMA foi lançada em 2013 e compreende uma força de 11 mil homens e mais mil e 500 polícias.

A missão europeia de treino começou em 2013. Desde então, a EUTM formou mais de cinco mil soldados malianos. O exército é composto de cerca de 35 mil soldados. Além disso, mais de 10 mil soldados das Nações Unidas e polícias de mais de 40 países estão distribuídos no país para a manutenção da paz no Mali. Desde abril de 2013, 42 capacetes azuis foram mortos e 166 feridos.

Ouvir o áudio 03:24

Alemanha lidera Missão Europeia no Mali

A combinação da MINUSMA com a Missão de Formação Europeia é um sinal de que o Ocidente tem um grande interesse na estabilidade do Mali e em tornar o país capaz de proteger a si próprio - mas ainda há um longo caminho pela frente.

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