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Internacional

Alemanha apela à paz no Sudão do Sul

O chefe da diplomacia alemã, Sigmar Gabriel, terminou um périplo por África com uma visita a Juba, na quinta-feira. A Alemanha pretende relançar as negociações de paz para travar a crise humanitária no Sudão do Sul.

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Sigmar Gabriel e Salva Kiir: Encontro em Juba (10.08)

Em declarações aos jornalistas, depois de se ter reunido com funcionários da missão da ONU no país e com o Presidente sul-sudanês, Salva Kiir, o chefe alemão deixou uma mensagem clara: "O Governo tem a co-responsabilidade de fazer avançar o processo de paz e de respeitar os acordos de reconciliação. Esta situação não é apenas da responsabilidade dos rebeldes, mas também das autoridades".

As relações entre Berlim e Juba são boas desde a criação do Sudão do Sul, sobretudo porque a Alemanha presidia ao Conselho de Segurança quando a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu a independência do país africano, em julho de 2011.

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Alemanha apela à paz no Sudão do Sul

No entanto, a rivalidade entre o Presidente Salva Kiir e o ex-vice-presidente Riek Machar conduziram este jovem estado a uma guerra aberta em dezembro de 2013.

A trégua declarada em 2015 nunca foi implementada na maioria das regiões. Há poucos dias, as forças governamentais tomaram a sede dos rebeldes em resposta a um ataque. "Os rebeldes atacaram posições militares e o Governo retorquiu", justificou o ministro dos Negócios Estrangeiros sul-sudanês, Deng Kuol.

Crise humanitária

A violência provocou quase quatro milhões de deslocados e mais de 10 mil mortos. Todos os dias, organizações não-governamentais (ONG) que trabalham no terreno denunciam casos de tortura, saque, detenções arbitrárias, execuções e violência sexual.

A assistência humanitária prestada pela comunidade internacional cobre apenas metade das necessidades da população. "Dão-nos comida, mas falta-nos água e também sofremos pela falta de ensino e de cuidados médicos", conta Susan Keji, uma refugiada sul-sudanesa que vive num campo de deslocados no Uganda.

A Alemanha é o quarto maior doador internacional do Sudão do Sul, ao qual presta assistência humanitária, avaliada em 83 milhões de euros. Mas tal como outros países participantes na missão da ONU no país (UNMISS), a Alemanha também foi fortemente criticada por ter retirado, há um ano, vários oficiais do Sudão do Sul durante um surto de violência.

Berlim justificou-se com uma "suspensão temporária" por razões de segurança, mas os oficiais nunca voltaram. Atualmente já só há 16 soldados alemães estacionados em Juba. A missão da ONU no país conta com 12 mil homens.

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