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Internacional

Al-Shabaab ataca hotel na Somália

Pelo menos 15 pessoas morreram num ataque a um hotel da capital somali, Mogadíscio, perto do Parlamento. O ataque ocorre numa altura em que o país prepara a eleição presidencial, que tem sido adiada sucessivamente.

Um carro-bomba explodiu, esta quarta-feira (25.01), em frente ao hotel Daya, no centro de Mogadíscio. Homens armados entraram, a seguir, no hotel e começaram a disparar indiscriminadamente contra os seguranças no local, de acordo com relatos da polícia às agências de notícias.

Pouco depois, um segundo carro-bomba explodiu nas imediações, já depois de jornalistas e ambulâncias terem acorrido ao local.

O ataque foi reivindicado pelo grupo radical Al-Shabaab, afiliado da Al-Qaeda na Somália.

"O balanço provisório é de 15 mortos, incluindo quatro agentes de segurança e 11 civis; 51 pessoas ficaram feridas nas duas explosões no hotel", disse o ministro da Segurança Abdirizak Umar a jornalistas.

O número de mortos pode aumentar tendo em conta os muitos feridos que deram entrada no hospital.

Instabilidade no país

As autoridades disseram que a situação junto ao hotel está, entretanto, sob controlo. De acordo com uma fonte governamental, na altura do ataque decorria uma reunião de deputados sobre o processo eleitoral no país, para escolher um novo Presidente.

A eleição já foi adiada várias vezes devido ao clima de insegurança no país, além de alegações de fraude e corrupção.

Somalia Explosion vor einem Hotel in Mogadishu

Balanço provisório das autoridades aponta para, pelo menos, 15 mortos em ataque na capital somali

A última tentativa de eleger um Presidente foi em dezembro.

Na Somália, são delegados eleitos pelos clãs que nomeiam os membros do Parlamento, que, por sua vez, elegem o chefe de Estado. Em 2016, tentou-se introduzir o voto universal – um voto por eleitor. Mas, mais uma vez, o clima de insegurança fez com que a tentativa fracassasse.

As rivalidades entre clãs, uma série de Governos de transição e a ausência de um poder central forte desde que o regime militar do Presidente Siad Barre foi destituído, em 1991, tornaram o país num terreno fértil para os militantes do Al-Shabaab.

Mogadíscio tem sido palco de numerosos ataques, frequentemente em hotéis e restaurantes frequentados por políticos. Em junho de 2016, pelo menos 14 pessoas morreram num ataque ao hotel Nasa-Hablod. Duas semanas antes, homens armados mataram 15 pessoas no hotel Ambassador.

Na rede social Twitter, a missão das Nações Unidas na Somália (UNSOM) condenou "energicamente" o ataque desta quarta-feira.

Segundo a UNSOM, "os extremistas violentos nunca triunfarão na Somália".

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